sábado, 18 de agosto de 2007

Vidinhas reais...

Há uns dias, em conversa escrita, ele disse-me com ar misto de suspense com sofrimento:

- Não me perguntes nada porque nem eu sei responder...

- Não te estou a perguntar nada... – respondi-lhe. Mas não consegui deixar de pensar sem contudo dizer: “não vale a pena... é que há quem responda por ti... sem que seja preciso perguntar o que quer que seja...”.

Às vezes não consigo perceber se ele quer que lhe pergunte o que se passa de facto, só para o fazer sentir importante, ou se este tipo de diálogos não é mais do que um “fazer conversa” sem sentido. Mas há uma eternidade que perdeu toda a razão de ser, pelo que as perguntas que em tempos fiz porque queria mesmo saber, hoje deixaram de fazer sentido. Além do mais... há quem torne tudo tão explícito como se fosse a coisa mais importante do Universo... que só dá vontade de dizer “Aproveitem!!! Eu tenho mais o que fazer... e não estou virada para confusões fúteis e desnecessárias”. Ah.. vidinhas....

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...