quarta-feira, 25 de abril de 2007

Viajar

Apesar de ser profundamente enriquecedor, passar uma parte da vida a viajar dá a sensação de se viver como saltimbanco e caixeiro viajante. É quase como se fosse artista de circo a andar de terra em terra. A chegada é marcada pela proximidade da partida e pela incerteza do dia de amanhã. E depois... ah depois nunca se sabe ao certo onde se pertence. Se é que se pertence a algum lado. Quem faz da vida uma viagem permanente e incessante é cidadão do Mundo, de todas as paragens e mais algumas. Não pertence a lado nenhum em particular porque pertence a todas as paragens. E, tantas mas tantas vezes, sente a dureza da não pertença.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...