quinta-feira, 5 de abril de 2007

Folar

É sabido que a gastronomia me encanta e que gosto de misturar paladares e experimentar a conjugação dos alimentos. Foi assim que fiz pela primeira vez camarão com alho francês e arroz de alho, courgete grelhada com alho picado e coentros, bacalhau com camarão e alho francês. E também foi devido a este prazer, que é cozinhar e depois saborear, que também fui introduzindo variantes nos pratos tradicionais e, o mais fantástico, é que normalmente resultam bem. Mas reconheço que não sou dotada para fazer doces de Natal, pães e pãezinhos. Já tentei e não saiu bem e, como é uma trabalheira pegada, desisti e prefiro comprar. O Folar de Páscoa é um bom exemplo. Gosto particularmente do que não vem acompanhado de ovo. Compreendo o significado  - a renovação, o reinício, a esperança – mas sinceramente acho que um não casa bem com o outro. Uma coisa é um ovo cozido, que até pode ser comido simples ou partido em saladas, e outra é a massa do folar, um pão adocicado com sabor a erva doce e salpicado de canela. Não sou fã de ovos cozidos, a não ser que sejam só aquecidos, mas neste caso deixam de ser cozidos. E sou verdadeiramente fã de folar quando está fresco, fofo e macio, mas também torrado quando já tem um ou dois dias. Folar... hmmmm!!!!

 

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...