segunda-feira, 12 de março de 2007

"Foutê bi nô cume"


E ao ver a lua não resistiu a fotografá-la. Aquela imagem fez com que se lembrasse de tempos próximos em que viveu momentos únicos tendo a possibilidade de aprender in loco o que, tantas e tantas vezes, lera exemplarmente descrito em livros. Pensava ela que conhecia África. Mas havia sempre mais qualquer coisa, muitas coisas, para ver, para aprender, para viver!
Ao observar a lua, sempre misteriosa, veio-lhe à memória as laranjas que há tão pouco tempo comera: as cascas cuidadosamente tiradas com uma catana, sendo deixada a película branca e cortado um "chapéu" no topo. Depois, ia-se bebendo o sumo. Era uma tarefa difícil, pensava, e na verdade enquanto os outros comiam 3 ela ficava-se por uma. Nunca pensara conseguir tamanha proeza sem ficar literalmente a escorrer mas, como eles lhe diziam, se os chimpanzés comem, tu também consegues. A questão é que os chimpanzés são muito mais engenhosos do que eu, pensou. E disse, fazendo-os rir.
E depois de ter regressado achava graça olhar para a lua e ver nela uma laranja guineense e com ela ouvir uma vez mais a frase "foutê bi nô cume". E sorriu a pensar que aqueles "fourê" foram para ela exemplos vivos de partilha.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...