sexta-feira, 2 de março de 2007

Bissau cosmopolita





Bissau, Fevereiro de 2007

Bissau é uma cidade com várias vertentes e uma delas é sem dúvida o ser cosmopolita, tem movimento e comércio sem fim, desde as ruas mais escondidas de Bissau Velho, passando pelo centro e chegando a Bandim. Mas também tem engarrafamentos em que os protagonistas são: os jipes novos com vidro fumados; os taxis azuis com risca branca, a maioria cansados de tanto andar a recolher ou largar passageiros; os "toca toca" azuis e amarelos desengonçados e sempre a abarrotar, dotados de ventilador natural com a porta traseira incondicionalmente aberta, e um ou outro passageiro meio de fora, ou até pendurado, porque mesmo quando travam "ka tem problema"; os "candonga" que regressam ou partem para destinos certos; as motoretas e as bicicletas que continuam persistentemente a percorrer quilómetros incontáveis. Depois há os pedestres, sempre afoitos a desafiar a velocidade dos carros, como se fosse possível pensar que fariam algo mais do que apitar com vigor cada vez que existe uma intimação sob a forma de tentativa de atravessar a estrada. O movimento em Bissau é alucinante, de tal forma que, em horas de maior congestionamento, encontramos o famoso polícia sinaleiro a tentar regular os cruzamentos. E é curioso como, ao olharmos em volta, a simples percepção nos dá a entender que os carros que circulam, ou mesmo que estão pacientemente parados à espera de ordem para seguir, poderiam formar uma linha recta de cores azul e branco, intercalada por amarelos. São os taxis e os "toca toca"...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...