quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Imagem de Paz

E o céu estava ali, mesmo à frente dos meus olhos, azul, claro, confiante, com umas pinceladas brancas bem espaçadas. O mar contrastava nas tonalidades. Escuro, denso e profundo, mas igualmente tranquilo. Visto daqui parecia-me mais um grande lago. Imenso e infinito. E senti-me em paz. Gosto mesmo de olhar pela janela rasgada do escritório onde passo horas e horas desta minha existência. Não me queixo, nem posso. Nem devo. Não seria justo. E só se aqui estivessem é que entenderiam o que digo. É que, se ao fundo vejo um mar fantástico e misterioso, nas proximidades quem me faz companhia é uma enorme árvore que, de ano para ano, está maior. Até parece que quer alcançar o céu e tocá-lo. Como se precisasse de ficar em paz. Mas para quê? Esta é a minha harmonia, da proximidade à distância...

 

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...