quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Ah pois era...

“Eu gostava de olhar para ti e dizer-te que és uma luz que me acende à noite, me guia de dia e seduz.

Eu gostava de ser como tu, não ter asas e poder voar, ter o céu como fundo, ir ao fim do Mundo e voltar.

Eu não sei o que me aconteceu, foi feitiço, o que é que me deu? Para gostar tanto assim de alguém como tu.

Eu gostava que olhasses para mim e sentisses que sou o teu mar, mergulhasses sem medo, um olhar em segredo, só para eu te abraçar.

Eu não sei o que me aconteceu, foi feitiço, o que é que me deu? Para gostar tanto assim de alguém como tu.

O primeiro impulso é sempre mais justo, é mais verdadeiro e o primeiro susto dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo...

Eu não sei o que me aconteceu, foi feitiço, o que é que me deu? Para gostar tanto assim de alguém como tu.”

André Sardet

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...