sexta-feira, 19 de maio de 2006

É engraçado...

É engraçado como, de vez em quando, se dava conta que tinha uma incomparável capacidade de apagar emocionalmente algumas pessoas, fazendo com que o seu estatuto passasse de “insubstituível e imprescindível para todos os momentos” a “involtável”. Depois tinha outra capacidade, a de aguentar “quase toda a sacanagem do insubstituível e imprescindível” durante um período de tempo mais longo do que seria admissível em tal circunstância, até adquirir uma incapacidade difícil de alterar: “intolerância para com a possibilidade de reencontro para viver uma nova sacanagem com o mesmo que antes fora insubstituível e imprescindível”. Se a incapacidade adquirida fosse respeitada, então tudo poderia correr sobre rodas, havendo até a possibilidade de se relacionarem na esfera do não envolvimento emocional e afectivo. Mas uma vez o limite ultrapassado, tudo ficaria estragado. “É engraçado, como às vezes ainda nos conseguimos surpreender a nós próprios ao nos analisarmos”, pensava.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...