segunda-feira, 22 de maio de 2006

A delícia do caramelo

Eu sei, há quem o considere enjoativo e excessivamente doce, talvez até em certos momentos irritante. Mas quando estou muito, muito, muito cansada, sabe-me tão bem pegar num caramelo e sentir-lhe o aroma ao abrir o papelinho que o envolve. Depois, deixá-lo ir derretendo lentamente na boca e sentir o paladar adocicado intensificar-se. Dá-me uma vontade imensa de fechar os olhos e entregar-me à deliciosa sensação de envolvência quente e terna que perdura mesmo depois do caramelo ter desaparecido.

Há uns melhores do que outros e eu gosto tanto dos mastigáveis como dos duros, desde que sejam os originais. Na primeira categoria, os espanhóis da Solano sempre fizeram as minhas preferências porque quando em pequena não era muito comum ir ao outro lado da fronteira mas quando tinha essa sorte, o dia era para mim uma festa e o pacotão que nos acompanhava não durava muito tempo. Na categoria dos duros, os Werther’s Original têm um paladar inconfundível e são excelentes. E, têm ainda a propriedade de exercem um efeito terapêutico muito interessante em mim, principalmente quando estou irritada. Tranquilizam-me... Por fim, há a versão gelada, em que elejo o doce de leite da Haggen Dazs: é ligeirinho e doce qb, com farripas dele derretido. Hum...

 

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...