sábado, 22 de abril de 2006

Foi ontem

Foi ontem a inauguração da Exposição e nunca é demais lembrar que o objectivo é elevar o Arquipélago dos Bijagós na Guiné Bissau a Património Natural e Cultural Mundial da UNESCO.  

O que posso dizer da Exposição é que está bonita, podendo ver-se fotografias magníficas de locais inimaginados por serem lindíssimos, apreciar máscaras tradicionais usadas ainda nos dias de hoje em rituais de iniciação e festas tradicionais. Mas pode-se também falar com os voluntários, que sabem explicar tudo o que temos vontade de saber, observar trajes típicos como por exemplo a “saia bijagó”. À entrada somos recebidos por uma rapariga e um rapaz, vestidos de forma tradicional, que nos transportam de imediato daquela sala para bem longe, permitindo-nos viajar até ao arquipélago que pensamos ser apenas paisagem de filmes e documentários do “National Geographic” ou do “Odisea”. E afinal, tudo está tão mais perto do que imaginamos, bastando um voo até Bissau e daí uma passagem de barco para um dos 88 ilhéus, dos quais apenas 20 são habitadas, por um total de 20000 pessoas. Ali a vida é ancestral e marcada pelas crenças animistas, havendo espaços sagrados como a floresta e o mangal, mas também, dependendo das ilhas, animais intocáveis como a tartaruga, o tubarão ou o hipopótamo.

A inauguração contou ainda com uma festa no final, com a actuação (963773338) do Maio Coopé e do agrupamento musical Djumbai Djazz, levando os presentes a sentir os ritmos africanos e dando-nos a sensação de estarmos uma vez mais num mundo à parte, apesar da realidade ser o centro de Lisboa em hora de ponta.

A Exposição é imperdível para quem gosta de África e se preocupa tanto com o ambiente como com a vida comunitária. E, além de tudo o mais, aquele arquipélago é um bem da Guiné Bissau e do Mundo inteiro, ou seja de nós todos.

Passem por lá e divulguem!

Museu Nacional de História Natural na Rua da Escola Politécnica, nº 58 em Lisboa. (Tf: 213921824), de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 17h; sábado das 15h às 18h.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...