sexta-feira, 28 de abril de 2006

Ai eu...

Ou é do cansaço ou da Primavera, ou se calhar dos dois juntos, mas estou acabadinha dos olhos. Estão secos e doridos, ora com picadas como se tivesse pequenas lâminas dentro das pálpebras, ora com uma dor que vem das profundezas e que se alastra para o resto da cabeça, e, como se não fosse o bastante, a visão está enevoada. Só me apetece fechá-los e deixá-los quietos. Ontem as picadas eram tais que me custava mantê-los abertos. A vida às vezes prega-nos destas. Logo agora que eu tenho tanto que fazer, prazos a cumprir e, acima de tudo, vontade de avançar nas tarefas que encadeei e que se resumem a analisar registos inscritos em papel, sob a forma de letras, números, traços e círculos, em função dos casos, traduzi-los em códigos e inseri-los no computador. Dá vontade de dizer: AI EU...

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Trabalho

Estou literalmente rodeada de inquéritos. É a fase do tratamento dos dados recolhidos na Guiné Bissau: ordenar os questionários por data, hora e inquiridor; criação da base de dados; inserir os dados; identificar as variáveis a cruzar; efectuar os cruzamentos; formatar as tabelas; proceder à leitura e à consequente análise dos resultados.

Este é um trabalho estimulante e muito giro mas que requer muita concentração para não haver enganos (e detectar as falhas), por se tornar um pouco cansativo. Trabalhar é bom!!!

Neste preciso momento, dei a necessária trégua a mim mesma para um intervalo com alongamento das pernas e braços :-) e agora vou mergulhar de novo no molho que tenho ao colo!!!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Devaneios

Não é meu hábito falar sobre figuras públicas, quaisquer que sejam e independentemente do campo por onde se movam, até porque chateia-me o vedetismo e o convencimento que, na generalidade, daqui decorre. Mas hoje sinto-me na obrigação de recomendar a este senhor que viaje até Lisboa e que venha experimentar o seu prato preferido. É absolutamente meu dever enquanto apreciadora do seu trabalho, sei lá eu... É que é inacreditável que ele não saiba que eu faço um Bacalhau à Brás muitíssimo apreciado por todos os que já o provaram. Esta é uma feliz coincidência!!! Eu sei fazer o prato preferido dele e... ao que consta bem!!! Por isso Geroge, estás convidado! Escusas de comer este tipo de pratos em Nova Iorque, onde por melhor que seja o restaurante nunca será tão bem confeccionado como o que se come neste lado do Atlântico. Podes aproveitar e fazer a viagem com a Mana, já que a vou buscar ao aeroporto e assim espero pelos dois...

Blog de viagens

Um blog de viagens com conselhos práticos, sugestões e muitas fotografias. A destacar os aspectos positivos e negativos de cada destino. Chama-se Roadrunner67. Aqui encontra-se links para outros sítios de viagens.

 

O VAZIO de Carlos Gil

O Novo (…?!) blog do Carlos Gil, Xicuembo é o (O VAZIO). Encontrei-o agora e porque, por descargo de consciência, passei pelo anterior. Valeu a pena a visita e será uma das minhas próximas leituras assíduas, juntando-se a todas as outras, sempre que o trabalho permitir.

 

Ainda a Primavera

Esquecia-me do impossível de não lembrar. A Primavera é época de petiscos, de sangria de champanhe e de gelados. E também dos pés sentirem a liberdade de andarem descalços e dos cabelos secarem ao ar.

Primavera

E, para grande alegria de todos, parece mesmo que o tempo quente está a chegar, o que é infinitamente bom. É altura do espírito se alegrar, do corpo descontrair distendendo os músculos, um por um, de abandonar os cobertores, os sacos de água quente, as camisolas de gola alta e tutti quanti. É a altura ideal para começarmos a habituar a pele às temperaturas reconfortantes, sem termos a sensação desconfortável, e tantas vezes dolorosa, do calor excessivo a queimar os tecidos. E depois, quase nos sentimos no Verão. É uma época simpática em que, ao andarmos na rua, nos cruzarmos com rostos sorridentes e alegres que transbordam exuberância, pela leveza dos movimentos. Na Primavera, a vida tem outro sentido e um sabor particular porque antecipa o Verão. As frutas são doces e sumarentas, as saladas apetecíveis, as esplanadas convidam ao lazer e as praias seduzem pelo cheiro a maresia. As flores cheiram intensamente e os pássaros ouvem-se por todo o lado. Pois a verdade é que tudo seria ainda melhor se eu não sofresse tanto com as alergias primaveris...

terça-feira, 25 de abril de 2006

BELO JARDIM

Um blog de um amigo que conheci em África: BELO JARDIM. Vale a pena passar por lá, apreciar e contactá-lo. Não conheço mas, a avaliar pelas imagens, o espaço é fantástico e a vista para a lezíria ribatejana deslumbrante.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Instrospecção

Não sei se faço boa ou má avaliação de mim mesma, apesar de ser uma pessoa profundamente introspectiva. Às vezes até chateia porque sou demais. Não limito a autocrítica e normalmente não me sobrevalorizo em relação aos outros. Ao contrário, a maioria das vezes, coloco-os em primeiríssimo lugar, em segundo, em terceiro, em quarto, ..., e não tenho o menor problema de me encontrar a mim mesma bem no fundo da fila.

Na verdade, a ideia que faço de mim é a de uma pessoa sonhadora. Sou assim desde que me lembro de existir. Em pequena sonhava muito, tanto acordada com sonhos bons e de final feliz, como a dormir dando azo à imaginação, para o bem e para o mal. Hoje continuo a sonhar, apesar de quando me vejo ao espelho ter a leve sensação de estar bastante mais crescida do que a imagem que retenho da infância. Contudo, não há cabelos brancos, o que me deixa sorridente porque é um dos sinais mais invejados pela maioria das mulheres acima dos 35, e mais ainda próximas dos 40, e de alguns homens que, a todo o custo, procuram manter a juventude. Não faço “nuances” nem pinto o cabelo. Ainda...! Mas as rídulas e as rugas, que gosto de pensar que são apenas de expressão, já se fazem sentir, principalmente à volta dos olhos. É um sinal da emotividade que me caracteriza, reconheço. Cada traço, cada rídula, cada ruga é o resultado de sentimentos fortes, intensos, de momentos sentidos ao pormenor. Na verdade, às vezes até demais. Mas são também o sinal de muito riso partilhado e de algumas lágrimas, ora contidas ora extravasadas, neste caso em maior quantidade do que gostaria mas qb para o que senti e pelo que já vivi.

Não, não me sinto velha, antes pelo contrário, quando me perguntam a idade penso 3 vezes antes de responder porque, em consciência, não me revejo nos quase 39 que já cá cantam. Em espírito ainda não cheguei aos 30 e a capacidade de sonhar continua hiperactiva. Hoje sonho mais a dormir do que acordada, mas ainda são muitos os dias em que o pensamento me foge e vagueia por outros locais, às vezes perto, às vezes longe, ao encontro de momentos felizes que se sucedem de tal forma que a felicidade ganha um carácter contínuo e deixa de ser efémera.

Mas apesar da capacidade de sonhar que preservo, vivo cada vez mais em função da realidade e essa nem sempre tem um final dourado como nos sonhos. Ou melhor, nem sempre tem o final desejado, construído em sonhos ou pela imaginação.

Os "clássicos"

Passando pelo Universo bloguista, o que já não fazia com tanta intensidade há uns tempos, hoje apetece-me destacar, sem qualquer ordem hierárquica: A Natureza do Mal; Africanidades; Akoka em Cabo Verde - Ilha do Sal; Citius, Altius Fortius; Digitalis; Kitanda; Na Senda das Beiras; No Cinzento de Bruxelas; PERDIDO ou Chuinga 4; Pululu. Estes são, para mim, os “clássicos” porque me descontraio sempre a lê-los e a deixar, de quando em vez, um comentário. São espaços lindos, todos eles, e apesar das devidas diferenças.

Agora, ainda me apetece pesquisar novos sítios. E é o que vou fazer já já...

 

domingo, 23 de abril de 2006

IRS

Todos os anos eu, tal como uns bons milhões de portugueses, dedico umas horas a organizar comprovativos de ganhos e os recibos de despesas, de acordo com “temas” pré requeridos de forma a conseguir preencher o formulário do IRS. É uma tarefa enfadonha qb, tenho de admitir, mas quando está completa e as contas feitas, sinto um alívio indescritível e penso de imediato: tarefa cumprida, agora é só para o ano!!! Hoje foi o dia!

 

sábado, 22 de abril de 2006

O Tigre e a Neve

O filme "La Tigre e la Neve", com realização e interpretação do fantástico Roberto Benigni, fez-me sonhar acordada durante 114 minutos de encanto.
Aquele sim é um sentimento chamado AMOR, feito de dedicação e persistência, de abnegação e voluntarismo, de arrebatamento e elevação, de conhecimento e aceitação.
Eu gostava de ter um amor assim e na verdade é com este sentimento que sonho desde sempre. Mas afinal, quem não gostaria de ter um amor daqueles?
O filme é fantástico, as situações criadas parecendo-nos impossíveis fazem-nos sorrir desde o início ao fim. E quando o desenlace está à frente dos nossos olhos, apetece ficar ali a partilhar a vida daquelas personagens por quem ganhámos afeição. Simplesmente custa levantar da cadeira e abandonar toda a história.
A mensagem que fica é que, afinal quando as coisas são realmente importantes e pensamos ter apenas uma hipótese num bilião, a nossa capacidade de lutar torna-se infinita e a palavra conformismo deixa de fazer sentido.

Foi ontem

Foi ontem a inauguração da Exposição e nunca é demais lembrar que o objectivo é elevar o Arquipélago dos Bijagós na Guiné Bissau a Património Natural e Cultural Mundial da UNESCO.  

O que posso dizer da Exposição é que está bonita, podendo ver-se fotografias magníficas de locais inimaginados por serem lindíssimos, apreciar máscaras tradicionais usadas ainda nos dias de hoje em rituais de iniciação e festas tradicionais. Mas pode-se também falar com os voluntários, que sabem explicar tudo o que temos vontade de saber, observar trajes típicos como por exemplo a “saia bijagó”. À entrada somos recebidos por uma rapariga e um rapaz, vestidos de forma tradicional, que nos transportam de imediato daquela sala para bem longe, permitindo-nos viajar até ao arquipélago que pensamos ser apenas paisagem de filmes e documentários do “National Geographic” ou do “Odisea”. E afinal, tudo está tão mais perto do que imaginamos, bastando um voo até Bissau e daí uma passagem de barco para um dos 88 ilhéus, dos quais apenas 20 são habitadas, por um total de 20000 pessoas. Ali a vida é ancestral e marcada pelas crenças animistas, havendo espaços sagrados como a floresta e o mangal, mas também, dependendo das ilhas, animais intocáveis como a tartaruga, o tubarão ou o hipopótamo.

A inauguração contou ainda com uma festa no final, com a actuação (963773338) do Maio Coopé e do agrupamento musical Djumbai Djazz, levando os presentes a sentir os ritmos africanos e dando-nos a sensação de estarmos uma vez mais num mundo à parte, apesar da realidade ser o centro de Lisboa em hora de ponta.

A Exposição é imperdível para quem gosta de África e se preocupa tanto com o ambiente como com a vida comunitária. E, além de tudo o mais, aquele arquipélago é um bem da Guiné Bissau e do Mundo inteiro, ou seja de nós todos.

Passem por lá e divulguem!

Museu Nacional de História Natural na Rua da Escola Politécnica, nº 58 em Lisboa. (Tf: 213921824), de 2ª a 6ª das 10h às 13h e das 14h às 17h; sábado das 15h às 18h.

Tempo

Está frio e chove. O céu está claro, cinzento, e, da minha janela, delicio-me com o contraste verde das folhas da majestosa árvore que é a principal marca da calma praceta onde vivo. E hoje, nem sei porquê, sabe-me bem a sensação invernosa das gotas que caem, batidas pelo vento.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

É já amanhã!

CAMPANHA - RECOLHA DE LEITE

Esta é uma iniciativa solidária de grande importância. Vale a pena colaborar, e quem diz é uma que também já foi voluntária e que andou na distribuição dos alimentos. É uma experiência muito gratificante!

A Comunidade Vida e Paz é uma IPSS sem fins lucrativos, vocacionada para apoiar a população "Sem Abrigo".

Todas as noites voluntários distribuem alimentos: 800-900 sandes; 80 litros de leite; iogurtes; fruta; bolos; bolachas. Conseguir leite para a distribuição diária tem sido difícil, pelo que se apela à “generosa e imprescindível ajuda, entregando um ou mais pacotes de leite” na Sede da Comunidade Vida e Paz, sita na Rua Domingos Bomtempo, nº 7 - 1700 - 142 Lisboa (09h00-13h00; 14h00-21h30.

E-mail: cvp-alvalade@net.vodafone.pt 

Tel: 21 8439793 / 21 8460165

Telemóvel: 91 2340222

 

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Gostos e Desgostos em Terras de Vera Cruz












O que é que eu gostei no Brasil? O calor; a comida; os pães de queijo, a carne servida nos rodízios, a fruta; os pequenos almoços do Bourbon; os jantares do Bourbon de Curitiba; o atendimento em qualquer um dos Bourbon em que estive (Curitiba e Joinville); o almoço de “barreado” em Morretes; o passeio de comboio pela Serra do Mar; as vilas de Antonina e de Morretes; a arquitectura colonial; a simpatia das pessoas em Joinville; a natureza.

O que eu NÃO gostei no Brasil? A incompetência de muitos e a desorganização de quase todos; a expressão “oi”, utilizada não como cumprimento mas como interjeição sempre que não percebem o que dizemos; a insegurança, os tiros e as perseguições a meio da noite em Curitiba que não me deixaram dormir; o suposto hotel de luxo e SPA “Costão do Santinho” em Florianópolis, que se faz pagar como tal mas que é certamente uma das vergonhas nacionais pelo mau atendimento, falta de limpeza nos quartos (que até tenho vergonha de dizer preço por quarto e por noite), com direito a incontáveis bichos de verga a picar as zonas do corpo descobertas e a buracos na zona do ar condicionado, que ao fim de muitas queixas são tapados com cartão, deficiências nas casas de banho dos quartos que ficam literalmente inundadas com um banho de jacuzzi, apesar de estarem preparadas para isso, incapacidade de resolução de problemas por parte dos funcionários, comida estragada, salas de SPA fechadas, vá-se lá saber porquê, falta de segurança na zona internacional.

Rotina(s)

Pensando bem a minha rotina é feita de descontinuidades e acaba por ser pouco monótona. Até parece contraditório, mas não é... porque por vezes é tão cansativo como a monotonia mais rotineira possível. Esta é a minha rotina, feita de desrotinas. Engraçado. Só há pouco me dei conta disso...

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Algumas das fotos apresentadas no Congresso










Poster apresentado no Congresso Ibero Americano de EA, Joinville, Santa Catarina, Brasil

E foi este o poster que levantava um pouco o véu sobre a minha actual área de investigação. Na avaliação ficou em 01, entre 1500 seleccionados para exposição. E eu fiquei muito feliz!!!

O tema é, claro: Educação Ambiental e desenvolvimento comunitário na África insular, passando pelas escolas, pelas comunidades e também pelo turismo. Tudo com um objectivo: uma relação mais equilibrada com o ambiente, preservando o meio e protegendo espécies.

Os casos que foram falados: São Tomé e Príncipe, como não podia deixar de ser, Cabo Verde e o arquipélago dos Bijagós na Guiné Bissau.

domingo, 16 de abril de 2006

Exposição: Arquipélago dos Bijagós, um património a preservar




No Museu Nacional de História Natural (MNHN) entre 22 de Abril a 30 de Junho de 2006
Realizada na sede da UNESCO (Paris), de 24 a 28 de Fevereiro de 2005 pelo PRCM – Programa Regional de Conservação da Zona Costeira e Marinha da África Ocidental, a exposição “Arquipélago dos Bijagós: um património a preservar” foi apresentada no âmbito da Conferência Internacional “Biodiversité, Science et Gouvernance”. No Palais de la Porte Dorée, mais especificamente no Aquarium Tropical, esteve patente de 6 de Abril a 6 de Novembro de 2005.

O objectivo da Exposição é dar a conhecer o Arquipélago dos Bijagós (Guiné-Bissau), o modo de gestão tradicional dos seus recursos que preserva a biodiversidade, assim como as ameaças exteriores que pesam sobre uma natureza extraordinária, até aqui preservada pelas comunidades rurais. Com esta exposição pretende-se o apoio ao Arquipélago dos Bijagós para obtenção da classificação de Sítio de Património Natural e Cultural Mundial, sob a égide da UNESCO. O CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, com um longo percurso de cooperação com os Países de Língua Oficial Portuguesa, nas suas duas linhas de intervenção que são a Educação para o Desenvolvimento e a Cooperação para o Desenvolvimento, dará continuidade a esta iniciativa com a sua implementação em Portugal. Contribuindo assim para a emergência de uma opinião pública portuguesa mais informada nas áreas abrangidas pelo Projecto, que incita à consciência crítica e activa, tal como a promove a Educação para o Desenvolvimento.
Arquipélago dos Bijagós: uma incrível biodiversidade…a proteger
O Arquipélago dos Bijagós é o único arquipélago da costa ocidental africana com oitenta e oito ilhas espalhadas numa superfície de 10000 km2. Destas ilhas, apenas uma vintena estão sistematicamente ocupadas, sendo as outras ilhas objecto de explorações sazonais ou ilhas consideradas sagradas pelo povo dos Bijagós. Com cerca de 30 mil habitantes, maioritariamente composta pela etnia que dá o nome à ilha, as ilhas dos Bijagós possuem uma riqueza natural excepcional, tanto a nível dos seus recursos naturais como a nível cultural. Nos últimos vinte anos, o arquipélago tem vindo a sofrer fortes pressões exógenas, de cobiça dos seus recursos pescatórios e agrícolas e de exploração com motivos de implementação de turismo nas ilhas. Ora, estas intervenções não se têm revelado positivas para a vida dos Bijagós, influenciando negativamente a sua fauna, flora, a sua cultura e tradição. Conscientes deste perigo, instituições nacionais e internacionais uniram esforços para em parceria pensarem a questão da salvaguarda do património natural e cultural dos Bijagós, colocando em prática mecanismos que visam reforçar os grandes equilíbrios preservados pelo seu povo. Estas acções passaram pela realização de importantes trabalhos científicos, nomeadamente a elaboração de uma cartografia completa do Arquipélago e a criação de uma Reserva de Biosfera, no âmbito do programa MaB (Man and Biosphère) da UNESCO. No centro da Reserva, dois grandes Parques Nacionais foram criados em 2000 para uma maior protecção da biodiversidade (hipopótamos, tartarugas, manatins, etc.)
Arquipélago dos Bijagós: entre a tradição e a modernidade
As instituições responsáveis pelo desenvolvimento durável do arquipélago recorreram a dois fotógrafos profissionais, Jean François Hellio e de Nicolas Van Ingen, que passaram dois meses com os Bijagós em dois períodos do ano: estação seca e estação das chuvas. No Museu Nacional de História Natural (Lisboa) podemos ver a selecção dos seus trabalhos, assim como os objectos representativos do modo de vida dos habitantes, dando-os a conhecer e sensibilizando uma grande parte do público. Pretende-se deste modo, e em simultâneo, a valorização e preservação dos recursos dos Bijagós e o desenvolvimento sustentável que mantenha o Meio-Ambiente são e uma cultura viva para a população do Arquipélago. A exposição permite introduzir os seguintes painéis temáticos: a natureza, a biodiversidade e os recursos; os ritos culturais e religiosos para gerir o espaço e seus recursos; a globalização e as pressões exógenas; a Reserva de Biosfera, quadro apropriado para a ciência, a educação e a conservação em benefício da comunidade e do país. Cada temática ilustrada preocupa-se em colocar em revelo a relação entre o homem e o ambiente, mostrando em particular como a cultura bijagó influencia o estado da natureza e vice-versa. Um espaço é igualmente dedicado aos trabalhos científicos realizados no arquipélago, nomeadamente os trabalhos do laboratório CNRS Géomer que acompanha este processo desde 1989.
O Museu Nacional de História Natural convida à descoberta e apresenta ao grande público o Arquipélago dos Bijagós, centro de uma riqueza natural e cultural mundiais!
Esta exposição mostra as grandes orientações da UNESCO em matéria da conservação e do desenvolvimento durável.
ORGANIZAÇÃO CIDAC em COLABORAÇÃO com MNHN - Museu Nacional de História Natura, Instituto Marquês de Valle Flôr e Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa
PATROCÍNIOS:

Museu Nacional de História Natura, Rua da Escola Politécnica nº 58, 1269-102 Lisboa, Serviço de Marcações de Visitas Guiadas e Animadas, Tel: 21 3921824/25, Fax: 21 390 58 50, HORÁRIO: Seg a sexta das 10h-13h e das 14h-17h, Sábado das 15 às 18

ACESSOS:Metro do Rato (linha Amarela), Autocarros Carris nº 58 (paragem, Escola Politécnica), nº 100 (paragem: Príncipe Real), nº6, nº9, nº27, nº38 e nº49 (paragem no Largo do Rato)
ENTRADA GRATUITA

BOA PÁSCOA!!!

Hoje é mais um dia especial que sabe sempre bem viver em família (ou junto das pessoas que são importantes). É um dia doce e terno. Vale a pena aproveitá-lo bem. BOA PÁSCOA!!!!

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Voltei... voltei...

Pois até podia parecer o refrão de uma canção do Dino Meira mas não é!

:-)

Voltei hoje. Cansada depois de uma estadia que ainda me falta digerir, mas que foi rica em emoções e contradições. O Brasil é muito diferente de África, em tudo, e eu quase me esquecia disso. E depois de um regresso atribulado pelas horas de voo, pelas más condições do “bicho voador” e pelo desfasamento horário, que é sempre um factor de baralhação mental.

Bem, nada que umas boas horas de sono não resolvam!

 

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...