segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Países Visitados

Sugestionada pelo que li no Chuinga, e como sou dada a curiosidades, tentei perceber no que têm dado as minhas viagens. O resultado foi: 17 países e 7% do Mundo (representado a encarnado). Xê... o que me falta conhecer(tudo o que é branco no mapa)!!! Na verdade, tenho repetido muitos destinos... é no que dá quando se gosta muito...! (E... a Guiné Bissau, STP e a República Dominicana quase não se percebem...).

1ª Quinzena de Cultura Africana

Exposição de Fotografias: Olhando África

Por causa do inverno...

Por causa do frio ligamos aquecimentos e todo o tipo de aparelhos possível e imaginário, de forma a criarmos um ambiente confortável. Por causa do frio, vestimos roupas quentes e enroscamo-nos em cobertores, mantas e edredons. E porque nunca é suficiente, por causa do frio aquecemos água e, depois de ferver, enchemos sacos de borracha para que, durante a noite, os pés se mantenham quentes e o sono seja apaziguador e reconfortante.

Pois é, e por causa do frio, mais ou menos há um ano liguei o ar condicionado no calor, e o aparelho pegou fogo, o que resultou numa sessão de oxigénio na ambulância dos bombeiros e numa carga de trabalhos nos meses sequentes, com visitas de peritos de companhias de seguros, orçamentos, obras e limpezas. As sessões prolongaram-se e a casa só ficou mais ou menos pronta no Outono. Foi um estrafego impossível de esquecer!

Mas para que não me esqueça das venturas e desventuras do Inverno, há dois dias, num dos picos de frio do ano, preparava-me para encher os sacos de água quente e, com a água bem fervente, em linguagem culinária em cachão, entorno uma boa quantidade, qb, em cima da mão de forma a deixar uma boa parte bem queimada, vermelha e dorida. A sorte foi ter tido rapidez nos reflexos e puxado a manga igualmente molhada para cima, aliviando o pulso e o início do braço. E depois, o tratamento foi imediato e não deu tempo para criar bolhas. Apesar disso estou com os movimentos reduzidos, não posso conduzir e escrever com papel e caneta é uma aventura. A mão direita está empapada num creme cicatrizante, compressas embebidas em soro fisiológico e ligada. E eu ando por aqui e por ali com um ar de infeliz...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

IV Bienal de Arte e Cultura


Acontecimento cultural a registar nas agendas.
São Tomé e Príncipe acolhe a IV Bienal de Arte e Cultura em São Tomé e Príncipe, entre 25 de Junho e 25 de Julho de 2006.
Reúne um conjunto de eventos de importância nacional, regional e internacional: música e dança; artes plásticas com escultura e pintura; fotografia; workshops e palestras; poesia; turismo; gastronomia.
E, além de tudo isto, há a paisagem, as praias e o Obô, os sorrisos, a simpatia acolhedora e as tradições culturais; os animais e as plantas.
Tudo isto e muito mais em São Tomé e Príncipe, um arquipélago de sonhos, uma vez mais com a mão do João Carlos Silva e da Isaura.

Carnaval

E já estamos no Carnaval outra vez, com as máscaras, os papelinhos e as serpentinas. O que acho sempre estranho nesta altura do ano é que, além da diversão ser quase uma obrigação padronizada, a maioria das crianças gosta de se mascarar enquanto que os adultos libertam energias descascando-se, apesar do frio arrepiante que faz, usam apitos e martelinhos, dançam e fazem comboios sem destino, sentindo-se balançar ao som de música brasileira. É a loucura...! Porque é que eu cresci a não gostar de Carnaval? Afinal só me divertia mesmo quando era gaiata e me mascarava de tudo o que podia para ir para a escola, porque eram dias diferentes, ou quando ia ao Coliseu ver o circo, que me continua a encantar, comer lápis de chocolate e atirar saquinhos de serradura feitos pela minha avó. Hoje dou comigo a pensar que também gostava de me divertir assim, sem pressões e de forma descontraída, aos pulinhos, bater com os martelinhos na cabeça de qualquer um, atirar papelinhos a toda a gente e serpentinas pela janela.

"Às portas do Mundo": a resposta de esclarecimento da Administração da Pro Justitiae

A resposta da Administração da Fundação Pro Justitiae às dúvidas indignadas, do Jorge Neto e minhas, no que respeita à ausência de informação sobre a passagem da Exposição Às Portas do Mundo pela Guiné Bissau, chegou, antes mesmo de eu ter tido tempo para escrever a perguntar. E a resposta vem no sentido de esclarecer as inúmeras razões que justificam a ausência de referências no site à apresentação das obras em Bissau, apesar do apoio que a Pro Justitiae continua a dar à cultura guineense: ainda não estiveram reunidas as condições necessárias que possibilitassem a apresentação dos trabalhos.

Da minha parte fiquei esclarecida, apesar dos meus posts terem sido mal interpretados pela Administração, quando procurei divulgar o evento. De qualquer forma, aqui fica a referência feita na carta, deixando em aberto a possibilidade de, até 2007, a exposição poder ser apresentada na Guiné Bissau, (já que aliás está representada por artistas nacionais): “(...)  não estarem total e definitivamente fixados os detalhes da mostra do projecto cultural da Fundação em Bissau (...) Aguardamos serena e confiadamente.(...)”. Vamos também nós aguardar que as condições se reúnam e que o povo guineense tenha a oportunidade de, num futuro próximo, assistir à mostra de elementos artísticos dos Países da CPLP, já que todos ficariam(íamos) a ganhar!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Moçambique sacrificada, uma vez mais

Moçambique foi de novo objecto das atenções internacionais por uma causa dramática: um sismo de amplitude considerável: 7.5 na escala de Richter, que durou 3 minutos, fazendo-se sentir principalmente na capital. Como se a angústia que estes abalos provocam já não fosse bastante, houve danos materiais e, muito pior, 2 mortos e 13 feridos a lamentar. Esperemos que não mais e principalmente que as réplicas que possam ocorrer sejam de menor gravidade.

Chocolate de STP em Bruges

Acabei de receber uma notícia muito simpática e que, por certo, contribuirá para a felicidade de muitos, pelo menos todos os que puderem passar por Bruges em Abril. O motivo: visitar o Festival do Chocolate, apreciar as obras cuidadosamente elaboradas pelos artistas plásticos e provar tudo o que por lá houver (ao que consta serão milhares de produtos que podem ser provados).

Bruges é uma cidade magnífica. Visitei-a uma única vez, no meio de sessões de trabalho em Bruxelas, e fiquei encantada, ou não se tratasse de uma cidade medieval, muito arranjada e apelativa. Em Abril vai ser o palco de um dos mais doces eventos, intitulado “Choco-Laté”, e só de pensar nisso já me sinto completamente envolvida pelo adocicado e aveludado sabor do chocolate de leite, ou pelo paladar intenso do um pouco de amargo ou semi-amargo, ou ainda pelo aroma estimulante dos bombons, ou... É delicioso pensar em chocolate e muito reconfortante saber que STP, que em tempos idos foi o maior produtor mundial de cacau, vai estar presente e mostrar, a quem quiser e tiver oportunidade de assistir, todo o processo desde o cultivo da árvore até à confecção e transformação do cacau em chocolate.

E depois mais magnífico é aprender que o chocolate tem mais utilidades do que as tradicionais de derreter para beber, fazer doces ou comer em barra: com ele podem produzir-se máscaras faciais, cremes de beleza e de massagem, terapêutica vária para aliviar o stress diário, contribuir para uma alimentação equilibrada e dar alegria ao espírito. Digam lá que afinal não é bom ter falta de magnésio...!

 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Da janela


Da janela do escritório, aliás de uma grande parte da casa, os meus olhos regalam-se e descontraem-se com diferentes paisagens: naturais, humanas e urbanísticas. Hoje que estou "(a)variada" decidi-me a registar o entardecer numa das partes acessíveis ao meu campo visual (e fotográfico). O verde, que a esta hora já está quase negro, o azul do mar que parece violenta e a infinitude do céu, em tons mesclados mas reconfortantes.
Sabe bem olhar lá para fora, apesar do "meu" bando de pássaros esvoaçantes ter feito folga (ou terei sido eu que me atrasei...?!). Está frio, ou sou eu que estou desconfortável?

Não gosto...

Não gosto de vacinas. Nem da palavra em si, nem de as tomar. Sei que são um mal menor, necessárias e, em algumas circunstâncias, obrigatórias. Nestes casos, lá vou cabisbaixa e resignada mas sem agrado, fazer o que tem de ser feito: levar uma injecção, normalmente no braço e fugir, o mais rapidamente que me é possível, do local onde as seringas e as agulhas abundam.

Não gosto de seringas e muito menos de agulhas e a sensação de ser espetada é absolutamente arrepiante e confrangedora. Até no dentista fico em transe quando sou avisada que o tratamento requer anestesia. Não acho graça nem à picada nem à sensação com que se fica de dormência e insensibilidade, e fico sempre muito irritada quando isto me acontece.

Mas dizia eu, não gosto de vacinas apesar de reconhecer a sua utilidade. Hoje foi um dia de desconforto para mim. Não por tomar uma vacina injectável, isso seria quase terrificante, mas por saber que ingeri uma quantidade não desprezível de bichinhos, que estou em crer que certamente actuarão em minha defesa em caso de necessidade, ou seja de contactar com o antipático bicho da cólera. Mas a ideia de ser uma “vacina viva” só por si desorganiza-me as ideias e o estado de alma. Não, hoje não estou particularmente bem disposta. Mas sei que fiz bem em tomar a primeira dose. A segunda será na próxima semana.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Investimentos em São Tomé e Príncipe


Foi hoje oficialmente lançada a obra de Kiluange Tiny, Rute Santos e N'Gunu Tiny "Investimentos em São Tomé e Príncipe, Legislação Básica", ISBN 9724027104, 461 pags, pela Almedina. A obra pode ser adquirida on line.
O lançamento decorreu na Sala de Protocolos do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Os autores estão de parabéns pela disponibilização de documentos legais compilados de forma criteriosa. Um grande avanço para STP, um auxílio para os pretensos investidores e um instrumento fundamental para quem estuda o arquipélago.

Ainda "Às portas do Mundo"


Ainda a propósito da exposição Às Portas do Mundo, o Jorge Neto apela à indignação. E com toda a razão. Eu já tinha reparado que, apesar da participação de vários artistas guineenses, a Exposição passa por todos os países da CPLP menos pela Guiné Bissau. É estranho e parece inconcebível. Quem sabe se não será um erro na divulgação. Vou escrever para a organização a perguntar e, logo que tenha resposta, comunico. Mas enquanto a resposta não chega, aqui fica uma imagem de um dos artistas guineenses: Nu Barreto.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Alguém

É bom sentir saudades de Alguém: é sinal que há um Alguém especial nas nossas vidas; que faz parte de nós; que nos faz falta quando não está perto. Ao ouvir os Trovante na rádio dizendo “Há sempre alguém que nos diz «tem cuidado»; há sempre alguém que nos faz pensar um pouco; há sempre alguém que nos faz falta”, dou comigo a pensar que, muito melhor do que haver alguém que se encaixa em cada uma das frases, o que é verdadeiramente magnífico é esse Alguém reúna os três requisitos: a preocupação com o nosso bem estar; a capacidade de nos ajudar a crescer e a melhorar; o preenchimento e a sintonia. A saudade é um sentimento bom que nos faz tomar consciência do que é verdadeiramente importante.

Chuva

Gosto de ouvir a chuva cair, com uma musicalidade ritmada, ora escorregando docemente pelas goteiras, ora batendo com força nos vidros das grandes janelas que habitualmente me fazem companhia. Gosto de ver a chuva cair em fios contínuos e geométricos, desenhando linhas bem definidas e consistentes, que interrompem a tranquilidade da paisagem que me rodeia, marcada por tons azuis, verdes e brancos. E gosto de ver a chuva batida pelo vento, provocando uma sensação de falta de orientação que gera inevitavelmente confusão, levantando rapidamente a água e, de forma sucessiva mas inesperada, com grande eficácia, mudando-lhe o sentido. Gosto de dias de chuva, depois de um longo período de seca, desde que o sol possa aparecer de quando em vez para iluminar a alma e aquecer o corpo e o coração. E sobretudo gosto de ver, ouvir e sentir o cheiro da chuva quando estou completamente resguardada, quente e confortável. Os últimos dias têm sido assim: calmos; contemplativos; de muito trabalho ao som da chuva e dando descanso ao rádio.

 

Terra encantada



Brígida Rocha Brito, STP, Janeiro 2006
Será possível olhar, rever, relembrar e não sentir uma saudade imensa, infinita?
Esta é uma terra encantada, sonhada, relembrada, impossível de esquecer. E cada vez que a visito maior é a minha certeza. A tranquilidade do mar e do verde do Obô é contagiante. Cada vez mais! Aquela é também um bocadinho a "minha terra"...

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Às Portas do Mundo


É uma EXPOSIÇÃO ITINERANTE que vai percorrer, ao longo de 2006, os países da CPLP, com mostras de arte diversificadas. Vale a pena estar atento às datas e locais apresentados no site. Fica um agradecimento ao João Soares que me alertou para a iniciativa.
Aqui fica um registo da arte de AKAÍZA MOTA (STP), retirado daqui

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Dores de cabeça

Significa incapacidade para pensar, trabalhar, fazer o que quer que seja, além de fechar os olhos num quarto escuro e deixar-me envolver pelo silêncio apaziguador. E é o resultado de sonos incompletos e de noites longas em frente ao computador. Daqui a fazer asneiras é um passo e esta tarde dei comigo, com o computador e com a papelada que me rodeia, completamente envoltos em iogurte por ter agitado o frasco, esquecendo-me que já o tinha aberto. Agora... vou descansar...!!!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Um local de sonho


No Africanidades, além das reposrtagens, notícias e curiosidades, o Jorge Neto apresenta como ninguém imagens, desta feita de uma região lindíssima na Guiné Bissau. A foto é "emprestada" e retirada de lá. E tem mais, se lhe escreverem a perguntar onde fica o local "além do paraíso", ele responde com atenção, cuidado e pormenor, numa descrição que nos transpõe de imediato para as águas quentes e as paisagens florestais, povoadas por espécies que nos habituamos a ver nos documentários do National Geographic e outros semelhantes. Magnífico e aqui fica o meu agradecimento pela possbilidade de antecipação.

V Congresso Ibero-americano de EA e África

V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental
Primeiro grupo de trabalhos selecionados
Veja lista do primeiro grupo de trabalhos selecionados:

Apresentação em Pôsteres
Apresentação Oral
http://www.viberoea.org.br
A EA no continente africano será um dos temas em análise, além de ter assegurado um evento integrado, o I Simpósio em EA dos Países Lusófonos.

Há coisas que permanecem

Às vezes, quando estou muito cansada como hoje, é bom sentir que algumas coisas permanecem: o bando de pássaros que continua a voar no final da tarde numa dança imparável; a imensa árvore, que tanta gente na minha praceta desdenha por causa das folhas que caiem e que hoje está completamente nua, que, independentemente do revestimento que tem, me encanta e tranquiliza; o mar lá ao fundo que continua aparentemente calmo, pelo menos visto daqui; o vizinho da frente que, quando lava o carro, dá a sensação de ter uma discoteca móvel, como as que se vêem em África, com a particularidade de ninguém dançar kizomba; a sensação de falta de sensibilidade nas pernas depois de estar sentada a teclar durante horas que me parecem infinitas e intermináveis; a angustiante percepção de estar a bloquear o raciocínio perante tarefas simples por estar há demasiadas horas com codificações; a vontade de comer bolachas com chocolate ou qualquer outra coisa crocante por me auxiliar na concentração enquanto trabalho, com a terrível consciencialização de estar a engordar, o que significa “alerta vermelho ou necessidade de ir até ao ginásio”. Há coisas que não mudam, permanecem sempre. E normalmente apercebo-me disso quando o trabalho aperta, me sinto realizada e feliz. Mas muito cansada!!!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

abcd Introdução à Cooperação para o Desenvolvimento

Está disponível on line, sendo possível efectuar o download do ficheiro, a obra de referência, no que à cooperação diz respeito, de Ana Paula Fernandes e de Manuela Afonso intitulada “abcD Introdução à Cooperação para o Desenvolvimento”, com edição do Instituto Marquês de Valle Flor e OIKOS. São 139 páginas de conteúdos importantes para todos os que se dedicam a estas questões.

Dia dos namorados

E o Dia dos Namorados passou por mim muito rapidamente, de forma fugaz e quase sem que dele me lembrasse. Há alturas assim, em que o que mais me preocupa é o trabalho, a responsabilidade que envolve, a possibilidade de conseguir um produto de qualidade, o rigor das metodologias e a perfeição do resultado final. Veio tudo ao mesmo tempo, o que é muito bom por sinal, mas obrigou-me a fazer escolhas e a recusar possibilidades que também seriam mais do que interessantes. Tive vontade de dizer “sim”, não afectivamente, mas aos novos projectos, às possibilidades de realização, aos novos desafios. Mas infelizmente não posso aceitar alguns e o último era tão aliciante... em Timor, esse recanto quase nas antípodas que, ao que consta faz lembrar São Tomé. Mas nessa altura estarei eu pela encantadora Guiné, pelo que não me posso queixar. Em sentido nenhum! E assim disse “não”, com o coração a dizer “ohhhhh fica para a próxima”...

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Recomendações Conferência Internacional sobre Tartarugas Marinhas São Tomé

FOR IMMEDIATE RELEASE:

Contactos:

Manuel Jorge de Carvalho do Rio

Director executivo

ONG MARAPA – Mar Ambiente e Pesca Artesanal

CP 292 S. Tomé – São Tomé e Príncipe

Tel./Fax: (239) 22 27 92 / 91 66 81

marapa@cstome.net / ong.marapa@gmail.com

 

Entrega das Recomendações da Primeira Conferência Internacional sobre Tartarugas Marinhas em São Tomé.

São Tomé - 11 de Fevereiro de 2006 -   Foi entregue ontem ao Ministro do Ambiente, Infra-estruturas e Recursos Naturais, Eng. Deolindo Costa Boa Esperança, na capital Santomense, as recomendações concernentes ao Primeiro Encontro Internacional sobre Tartarugas Marinhas, que decorreu nos dias 30 e 31 de Janeiro de 2006 na República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Na cerimónia de abertura da conferência, Sua Excelência o Sr. Presidente da República, Fradique de Menezes, demonstrou a grande sensibilidade da Nação com as ameaças enfrentadas pelas tartarugas marinhas no arquipélago. Durante o encontro, os debates entre os peritos internacionais e nacionais convidados e os representantes da sociedade civil Santomense (pescadores, palaiês de peixe, tartarugueiros, artesões, ONG etc.) foram bastante animados em cada tema discutido.

Em relação à Investigação sobre estas espécies, recomendou-se aos países em volta do oceano atlântico uma maior integração dos esforços científicas, com vista à intensificação dos estudos e a criação de uma base nacional de dados sobre tartarugas marinhas em São Tomé e Príncipe.

De forma a melhor implicar as Comunidades costeiras nas acções de conservação, alem da educação ambiental, evidenciou-se a necessidade de promover alternativas económicas à captura e reactivar o diálogo com os tartarugueiros, com objectivo de uma reconversão completa dos mesmos.

Com relação à Pesca, viu-se que o desenvolvimento do sector (pesca artesanal e industrial) somente será compatível com a preservação das tartarugas marinhas uma vez avaliado o estado do recurso halieûticos do país, e tomadas medidas adequadas de regulamentação e fiscalização das práticas que afectam negativamente o ecossistema marinho.

As tartarugas marinhas podem e devem ser base do desenvolvimento de um Turismo sustentável, a traves da implementação de mais projectos de ecoturismo com base comunitária, da sensibilização dos turistas e operadores sobre a fragilidade da biodiversidade Santomense, e do controle dos produtos feitos a partir de tartarugas.

Em termos de Legislação , verificou-se o atraso na ratificação e aplicação das convenções internacionais assinadas por São Tomé e Príncipe, como o Memorando de Abidjan e a CITES, assim como a necessidade urgente de elaborar uma lei específica às tartarugas marinhas, junto às partes envolvidas na sua conservação no país.

A ONG Santomense MARAPA (Mar Ambiente e Pesca Artesanal), executora do Programa Nacional de Protecção das Tartarugas Marinhas sob financiamento do Projecto Espèces Phares (UE) e do Fundo Francês para o Ambiente Mundial (FFEM), recorda que este evento só foi possível organizar graças aos apoios da União Europeia, da Cooperação Francesa, Portuguesa, da Assembleia Nacional, do Ministério da Economia e de outros parceiros privados mobilizados por esta causa em São Tomé e Príncipe.  

Para mais informação, contactar a ONG MARAPA em São Tomé : marapa@cstome.net / ong.marapa@gmail.com

 

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Sobre o Artesanato

No Akoka em Cabo Verde, o post sobre o artesanato está excelente. Vale a pena ler e ver as fotos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Revista "Água em Revista", secção de Educação Ambiental

Não costumo fazer autopromoção mas, desta vez, apetece-me divulgar uma revista técnica, vocacionada para analisar tudo o que tem que ver com ÁGUA, esse recurso absolutamente indispensável à vida, mas efémero porque esgotável, situação que tantas e tantas vezes tendemos egoisticamente a esquecer, ao lhe darmos utilizações erradas. Falava eu em autopromoção porque colaborei no último número, com uma entrada sobre “Educação Ambiental em contexto insular africano”, integrante da secção de Educação Ambiental. A publicação chama-se “Água em Revista”, encontra-se online, e terá uma edição conjunta com o jornal Público. Segundo me garantiram no próximo dia 10 de Fevereiro. O site está muito completo e dispõe de infinita informação acerca das questões ambientais a nível nacional e internacional, como congressos e encontros, publicações e links. Aqui fica a deixa... just in case de vos apetecer passar por lá. Mas a edição em papel é a forma mais tradicional de leitura, e sabe sempre tão bem...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

A Equipa

Aqui fica o registo para a posteridade da Equipa que trabalhou intensamente sobre a conservação da Tartaruga Marinha em São Tomé e Príncipe: Dr. Gervásio do Rosário, Presidente da MARAPA, João, Director Adjunto; Jean Pierre Agnangoye da RAPAC GAbão; Frédéric Airaud e Jorge Carvalho da MARAPA (Técnico e Director); Alain Gibudi do Programa KUDU Gabão; técnico da MARAPA e Jacques Fretey da IUCN (todos em pé). Quase sentados: Joana Hancock da Associação ANAI Costa Rica; técnico da MARAPA; César Coelho do Programa TAMAR Brasil; Rogério Ferreira, o Homem responsável pela excelente organização do Encontro, MARAPA; Elísio e Bastien Loloum da MARAPA, et moi même.

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Voltei!

Independentemente do tempo de estadia e do que por lá se fez, o regresso dos locais onde nos sentimos bem é sempre um desassossego. Acabei de regressar de mais uma visita ao “país encantado” e a avaliação é mais do que positiva. Esta foi uma experiência completamente diferente de todas as vividas anteriormente. Em tudo. Por tudo. Valeu a pena e aqui ficam registados os meus agradecimentos a todos os que realizaram o sonho do regresso, tornando possível a experiência da aprendizagem contínua.

Como regressei com o superlativo do espírito “leve leve” J, não consigo de imediato escrever e descrever, relatar e enumerar, caracterizar e qualificar todas as emoções que senti desde o momento em que o avião aterrou até à partida. Foi uma semana de intensa actividade, de contínua observação, de partilha de espaços e de percepções com as mais diferentes pessoas. Mas irei fazê-lo em breve.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...