domingo, 31 de dezembro de 2006

Propósitos para 2007

Não é meu género fazer propósitos irreais e impossíveis de cumprir pelo que, apesar de em todos os anos pensar num leque variado, não os costumo escrever. Mas neste final de ano, e porque 2006 foi um ano positivo para mim, vou definir um conjunto de propósitos que tentarei cumprir no decurso de 2007, tentando fazer com que o novo ano seja a continuidade do anterior mas ainda mais feliz. Ai que isto é uma responsabilidade muito grande J... Aqui vão (sem qualquer ordem hierárquica): Sorrir mais; Rir muito mais; Dançar; Apaixonar-me; Ser menos caseira (leia-se ir mais ao cinema, frequentar mais o teatro, ...); Ser mais lutadora, no sentido de concretizar os desejos e os sonhos com perseverança; Ser justa nas avaliações, determinada nos objectivos e rigorosa (criteriosa) nas acções; Ser conciliadora e solidária; Ser pontual nos encontros e respeitadora dos compromissos; Ser boa ouvinte, compreensiva e melhor conselheira; Ser tolerante com as diferenças. E ainda... trabalhadora, voluntariosa e poupada (ai...), mantendo a capacidade de sonhar, idealizar e realizar, associando a responsabilidade à alegria de ser uma eterna criança.

sábado, 30 de dezembro de 2006

A (re)visitar em 2007

Em 2006 naveguei pela net menos do que gostaria e não consegui acompanhar o ritmo da produção de cada um e de todos. Um dos meus propósitos para 2007 é conseguir uma maior disciplina também na consulta do que se vai fazendo nos outros blogs. Esta é uma excelente forma de aprender, confrontando-nos com diferentes formas de estar, de ser e de pensar, e de nos enriquecermos a nós próprios.

Correndo o risco de ser injusta com muitos, mas por não os poder nomear a todos (até parecem os agradecimentos de uma tese...), visitarei com mais regularidade, e sem qualquer ordem de importância: a delicadeza no Fazendo Caminho; a boa disposição do Tretas e Afins; a actualidade do Chuinga; a sinceridade No Cinzento de Bruxelas; a introspecção no Digitalis; as análises mais esotéricas no Postais da Novalis e no Greentea; o humor oportuno do Água Lisa; o passado africano na Senda das Beiras; África do passado, presente e futuro nas diferentes perspectivas no Kitanda, Pululu e Africanidades; o ambiente no Bioterra e na Escola de Mar; o espírito enigmático na Natureza do Mal; a evasão no Viagens pelo Mundo. Depois, os meus outros eus, claro... E... muito mais...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Saudades do calor

Bem sei que andei a reclamar durante dias e dias que o calor era excessivo para a época do ano e que estava mesmo na altura de dar lugar ao frio e à chuva. Esquecia-me do quanto podem ser tristes os dias que nos enregelam os ossos e nos toldam o ânimo. Nestes dias os dedos quase se recusam a teclar e os neurónios a pensar. Estamos no Inverno, é verdade. Mas será preciso tanto frio para nos darmos conta de que o clima tropical é bem mais reconfortante porque abre o espírito e liberta os sentidos? Apesar do meu espírito vaguear por África, imbuído da missão que se avizinha em território muito quente, neste preciso momento estou encamisolada, atafulhada em roupa quente e, apesar de tudo, continuo com frio, tenho o nariz ressentido e fanhoso, dói-me a cabeça e a garganta. As perspectivas não são portanto nada auspiciosas... QUERO CALOR!!!!

 

Diferenças

Há quem diga que a passagem de ano é o espelho do ano que se aproxima. Eu gosto de pensar que o Ano Novo é sempre melhor do que aquelas curtíssimas horas em que os excessos são entendidos como a imagem de marca de uma animação obrigatória. O Ano Novo é sempre promissor e a passagem de ano apenas previsível.

Plataforma de informação ambiental

O programa Observa – Ambiente, Sociedade e Opinião Pública disponibiliza a plataforma de informação ambiental Ecoline – Conhecer mais para Mudar melhor

Surreal


quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Rápido balanço

Chegar ao fim de um ano e pensar no que se aproxima a passos largos é, para mim, sinónimo de desejo, expectativa e esperança. Fazendo um balanço rápido e fugidio, em 2006 houve muitas realizações e a concretização de uma grande parte dos sonhos e por isso digo que foi um bom ano. Mas os projectos futuros são quase sempre mais aliciantes do que os que já foram vividos e gosto de sentir que tenho um mundo pela frente e muitos mais momentos a desfrutar: uns com a avidez de quem quer aproveitar todos os segundos do dia e outros com a sábia tranquilidade de quem sabe que as melhores experiências se fazem esperar. 2007 está quase, quase aí e com ele novos desejos, novos sonhos.

 

Projectos

Ter novos projectos é, mais do que aliciante, uma razão para continuar a viver sorrindo. Nesta altura, preparo mais uma missão em África. O desafio é grande e o trabalho inovador por aquelas paragens, razões suficientes para andar com um imenso sorriso estampado no rosto. Gosto de “partir pedra”, de trabalhar a partir de quase nada, de identificar pistas e de ligá-las umas às outras construindo um encadeado de informação que pode ser útil a uns e a outros, a alguns, ou a muitos.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Ainda Natal

Se o Natal é das crianças, como se costuma dizer, eu sou mais do que criança: vibro como elas ao receber e ao abrir um presente; delicio-me a ver os olhos brilhantes e os sorrisos abertos dos outros quando abrem um embrulho; como doces até cansar; contemplo a árvore de Natal e o Presépio com deslumbramento; gosto de bacalhau e de peru; encanto-me a ver as iluminações nas ruas; sonho com o Pai Natal, de tal forma que até oiço os guizos das renas quando passam por aqui cheias de pressa porque há muitos sapatinhos para presentear. O Natal é uma época fantástica de sonho e de desejo, e talvez por isso me fascine tanto.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Natal

Não me canso de pensar e de dizer: o Natal é uma das minhas épocas preferidas. Há espaço para encontros e reencontros, para demonstrarmos aos outros o quanto são importantes para nós, para arranjarmos a casa e, mais do que tudo isso, o lar da alma e do coração. Hoje, como quase sempre, coube-me a tarefa da preparação do jantar: peru com recheio de castanhas, batatas no forno e salada (ontem foi a noite do bacalhau cozido, como manda a tradição). Ficou bom, apesar de ter sobrado. O bicho era grande e todos confessaram ter cometido vários excessos durante o dia. Vou recomeçar com o exercício físico, portanto!  

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Feliz Natal



É NATAL!!! É NATAL!!! É NATAL!!!!


Sou uma adepta da época natalícia. Gosto da sensação de tranquilidade dos preparativos, da expectativa crescente a cada dia e do espírito de simpatia que é gerado entre todos, ou quase, com felicitações e votos de bem estar. É bom!!! E na verdade este deveria mesmo ser o ânimo presente ao longo do ano. E também gosto da ideia de todos aspirarmos à continuidade deste ambiente noutras épocas. É bom quando a inveja e a má língua ficam esquecidas, quando a intriga, a mesquinhez e o mal estar são deixados de lado a favor de sentimentos pacíficos e sinceros de amizade e amor. É NATAL e é bom que todos nos lembremos disso. FELIZ NATAL!!!!



quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Pen USB em madeira - artesanato de São Tomé e Príncipe

Letras, canções e reflexões

Há dias em que as letras das músicas quase que falam por nós. Não, hoje não me sinto assim mas dias houve em que até parecia que quem estava a cantar... era eu!!! Houve dias, sim! Mas, vá-se lá saber porquê, vejo-os no pretérito perfeito. A auto-estima voltou!!! :-)
"Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
(...)
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo"
Rui Veloso e Carlos Tê

Contemplações

“Estar sentado nas rochas, a contemplar ribeiros e colinas, divisar pouco a pouco as sombras da floresta onde habitam as coisas que escapam ao homem e por onde nunca os mortais se aventuraram. Subir ao monte inacessível, desconhecido, com o rebanho selvagem que dispensa o redil, e debruçar-me sobre despenhadeiros e cascatas espumantes – isto não é solidão: é apenas dialogar com os encantos da Natureza, contemplando os seus recursos”

Byron in Edith Holden “Observações da Natureza”

O melhor parceiro

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Reflexões

É verdade sim senhor, a idade ajuda-nos a clarificar ideias, a redefinir objectivos, a acertar os ponteiros e toda a forma de estar na vida. Alguns dizem que é o tempo. Não sei bem se será mas hoje percebi que a minha forma de reagir a determinadas situações mudou e atribuí essa mudança ao facto de estar mais velha. Não, não me sinto velha. Não me interpretem mal. Sinto apenas que já vivi algumas coisas – viverei certamente muitas mais, ou pelo menos assim espero – mas o que já vivi ajuda-me a distinguir o que me interessa do que não me serve, o que desejo e o que, apesar de tudo e do que mais seja, me faz mal. Hoje consigo definir prioridades e perceber o que vale a pena e o que é realmente importante. Não, não estou velha mas, com os anos que me acompanham, seria simplesmente burra se não tivesse aprendido nada com as experiências menos positivas, ou que até resultaram francamente mal. Aprendi que as expectativas e os sonhos se fazem de vontades que se vão criando e realizando e que quando assim não acontece mais vale não as ter. Percebi que não vale a pena alimentar relações, sejam de amor, de paixão ou até de amizade, se não houver reciprocidade. Realizei para mim mesma que os sentimentos verdadeiros não se pedem, não se cobram, nem se exigem. Se existem manifestam-se natural e espontaneamente, se são equívocos também com o tempo se revelam. Confirmei para mim mesma a suspeita que já tinha de que forçar um encontro pode tornar-se num esforço demasiado pesado e doloroso, pelo que mais vale deixar que o tempo ajude a encontrar oportunidades ou a um afastamento definitivo. Pensando bem, e com todas estas reflexões, hoje gostei um pouco mais de mim e senti-me bem com isso. Afinal amadurecer, que se calhar acompanha o envelhecer, é muito bom.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

"UM COLO PARA CADA CRIANÇA"

Digam a 10 amigos para dizerem a 10 amigos!
A "Ajuda de berço" acolhe crianças dos 0 aos 3 anos e necessita de ajuda através de um simples clique. O site vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação.
Demora menos de um segundo a ir ao site e clicar no botão "UM COLO PARA CADA CRIANÇA"

 

 

 

Reflexões... "no meu sítio"

E, sem me dar conta, ali fui parar uma vez mais. Foi naquele dia porque tudo se proporcionou. Mas poderia ter sido em qualquer altura porque, de quando em vez, lá me calha um dia assim: soturno; enfarruscado; nublado.

O céu estava azul, o sol brilhava e fazia calor. Mas o espírito não acompanhava a tonalidade e a intensidade das cores. Depois de uma reunião, entre afazeres chatos e desgastantes, e antes de outra reunião, sobrou-me tempo. Não o suficiente para ir a casa, ver o mail ou simplesmente lanchar. Foi apenas um tempinho. Pensei em circular sem destino e, quando dei por mim, estava a dirigir-me para um sítio quase secreto, o local onde, em tempos, passei bons momentos, cheios de felicidade e de esperança, pincelados de ternura e marcados por cumplicidades, na companhia de Alguém que na época era o “Namorado Para A Vida” e que hoje é um “Amigo Para Sempre”. Aquele que ainda hoje me conhece como ninguém e com quem, sempre que há oportunidade, converso conto histórias e partilho confidências. E o mais fantástico é que é recíproco. Algo difícil de encontrar pela raridade do sentimento que ficou, apesar de tudo. Foi na fase “ante-África”...

E sempre que me sinto assim, e tenho possibilidade, regresso ao “meu sítio” quase secreto para contemplar o rio denso e tranquilo que me acalma, e a outra margem que, parecendo tão distante, está ali tão perto mesmo em frente dos meus olhos. Agora vê-se a ponte nova, que já não o é assim tanto, mas que continuará a ser por causa da outra. E os carros a passar rapidamente emitindo sons impossíveis de ignorar. E os pescadores que, apesar das infinitas placas onde se lê em letras garrafais “PROIBIDO PESCAR”, ali permanecem, tal como já faziam há 10... 12 anos (...?!). De um lado e do outro estão pelo menos, e sem exagero, 12 pescadores, marcando o espaço com as canas e os baldes como se aquele fosse território seu. Nunca percebi se o peixe aqui apanhado vale o esforço porque, nestas bandas, a água parece pouco inspiradora: opaca; barrenta; escura; com pneus e artefactos afins. Mas eles não desistem e resistem. Talvez por este ser o pretexto para estarem ali e se sentirem em Paz. Tal como eu, apesar de não ter cana ou balde e nem saber pescar. Se eles marcam o espaço como território, também eu ali, com o carro no mesmo lugar dos tempos idos, o sinto como meu por reencontrar a tranquilidade e a paz de espírito. Reconheço cada centímetro das plataformas e passadeiras à beira-rio, onde os gestos se faziam ternos, as palavras meigas e doces e os olhares eternos, ao se fixarem no rio em contemplação silenciosa mas partilhada. O tempo parava e hoje relembro-o porque ficou suspenso entre o céu e o rio. No “meu sítio” fui feliz e, só por isso, sou uma mulher de sorte!!!

 

Reflexões escritas em final de tarde – 9 de Maio de 2006

sábado, 9 de dezembro de 2006

Happy Feet

HAPPY FEET é um filme fantástico, delicioso, ternurento e muito verdadeiro, ou melhor real, critérios que fazem deste um filme obrigatório na época de Natal!
Fala-se de uma comunidade, no caso de pinguins que, desde sempre, viveram felizes e em harmonia perfeita até um dia em que, por coincidência, nasceu Mumble, um pinguim que marcou pela diferença.
Inicialmente foi rejeitado porque, ao contrário de todos os outros, não sabia cantar o canto do amor. A felicidade dos pinguins era determinada pela capacidade de atrair e seduzir um(a) parceiro(a), de forma a constituir família e ter ovos de onde nasciam filhotes de pinguim. Tudo corria bem até ter nascido Mumble, conhecido por Happy Feet, que cantava tão mal como eu, mas que sapatiava de forma exemplar. Mal compreendido por todos com excepção da Mãe (Norma Jean), que o amava incondicionalmente e desculpava por qualquer coisa, e por Gloria, moça pinguim da mesma geração e de voz irrepreensível e beleza extrema que decidiu abandonar tudo e todos por amor, acabando por não o fazer pela negação temporária de Mumble. O Pai, Memphins, revelou-se no final um pinguim decente...
Ninguém acreditou em Mumble e culpavam-no por uma série de situações para as quais ele não se vira pedido nem achado, de tal forma que foi renegado por quase todos e expulso da comunidade. Como acontece tantas e tantas vezes, Mumble decidiu desvendar os mistérios da infelicidade do grupo e resolver o que de mal se passa, ou seja eliminar de uma vez por todas com as injustiças. Juntaram-se-lhe uns pinguins pequenotes de outra espécie, excêntricos e divertidos, mas quase tão determinados como ele, e que ficaram amigos para a vida.
Ao regressar a casa, depois de infinitas provações que a vida lhe pregou, Mumble é finalmente aceite e reconhecido, ficando-lhe todos muito agradecidos pela coragem e determinação na busca da verdade.
Este é mais um filme para crianças que muitos adultos deveriam ser, não aconselhados mas, obrigados a ver e rever até interiorizarem um conjunto de princípios e de valores éticos. Além de tudo o mais... o filme é um exemplo animado sobre acções de Educação Ambiental na vertente do conservacionismo de espécies em risco e ameaçadas de extinção, bem como sobre os efeitos provocados pela acção humana no que toca ao aquecimento global. A ver, portanto!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Novo Livro de João Carlos Silva

O João Carlos Silva (Na Roça com os Tachos) editou um novo livro. Chama-se “Façam o Favor de Ser Felizes! – Uma Viagem deslumbrante às cores e sabores de África”

Na Contra Capa pode ler-se:

"Quando viajo e regresso a São Tomé e Príncipe, os meus olhos chegam ansiosos, fotografando tudo ou quase tudo outra vez. Mas agora, mais do que nunca, é preciso fazê-lo, léve-léve (devagarinho), com amor. Mas o que é tudo ou quase tudo? A natureza dolorosamente virgem, com verdes em cascatas de pernas para o ar, subindo aos céus, tentando agarrar as asas do sol? Ou o peixe-voador, nosso pequeno avião sem direcção, nem visão na gravana, nosso cacimbo, Verão? Ou os sorrisos dos miúdos nas estradas, com pose de artistas de cinema, fruta-pão numa mão, noutra um brinquedo inventado com as marcas de todo o mundo, agora registados made in STP”.

Estive hoje com o livro na mão e está muitíssimo bonito: receitas novas, fotografia deslumbrante, que retrata desde pessoas a paisagens. É certamente uma bonita prenda de Natal e mais um excelente instrumento de divulgação do país. O João Carlos e a Adriana Freire (fotografia) estão de parabéns e a Oficina do Livro (editora) viabilizou mais este projecto. No fundo, STP sai a ganhar com mais esta ideia passada para o papel.

O livro custa 18 euros (pode arranjar-se mais barato em algumas livrarias como a FNAC). Ficam as referências: João Carlos Silva e Adriana Freire; “Façam o favor de Ser Felizes”; Oficina do Livro; 168 pg; ISBN 989-555-253-X

 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Mudanças

Um corte de cabelo transforma o aspecto de uma pessoa mas, mais do que isso, modifica o estado de espírito e pode funcionar como um excelente estímulo para o ego e para a auto-estima.
Hoje fui ao cabeleireiro, coisa que já não fazia há um bom par de meses legitimada pela desculpa de não ter tempo. E... cortei efectivamente o cabelo!!! Foi uma decisão repentina e, como sempre que as tomo com rapidez, o resultado foi satisfatório.
Saí de lá a sentir-me bem mais leve, por dentro e por fora, o que significa que quando nos cuidamos, ou deixamos que nos mimem, a sensação de conforto é infinita, maravilhosa, revitalizante.
Apesar de ainda não ser a altura certa para fazer uma listagem de intenções, hoje dei comigo a pensar que em 2007 me vou cuidar mais porque, como dizem nos anúncios da L'Oreal, EU MEREÇO!!!

Ambiente e Angola

Chama-se NA ESTEIRA DO AMBIENTE e é um blog colectivo vocacionado para o debate sobre o ambiete e o desenvolvimento sustentável em Angola. É recente, nasceu após o IX Congresso Luso Afro Brasileiro de Ciências Sociais, que teve lugar em Luanda, mas vale a pena passar por lá, ler e comentar sempre que der vontade.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Vista preguiçosa

E com este final de tarde... simplesmente fiquei preguiçosa e lazeirenta. Não me apetece escrever e muito menos pensar. O que fazer...?! Combater ou esperar que passe... tenho mesmo de combater porque não há condições para arranjar alternativas. O trabalho, muito, espera por mim!!!

Cabazes de Natal

Cabazes de Natal em CORES DO GLOBO

Mais informações no site indicado ou por contacto directo na Rua de São José, 17, em Lisboa (tf: 213433303)

 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Escolha e renúncia

Todas as escolhas implicam pelo menos uma renúncia. Isso não parece ser grave e, às vezes, pode até revelar-se numa vantagem. Ou em mais do que uma porque do mal o menos. Antes assim. O que é fundamental é que as escolhas sejam conscientes e bem reflectidas para que as renúncias necessárias sejam voluntárias e não se transformem em mágoas. Essas sim são infeliz e normalmente mal resolvidas.

 

domingo, 3 de dezembro de 2006

Árvore de Natal 2006




Cascais iluminou-se. Logo à entrada a imagem de Boas Vindas é esta, não nos deixando esquecer que a época mais iluminada e brilhante do ano chegou. :-) Mais pequena e modesta do que a sua congénere lisboeta mas nem por isso mais discreta. Estamos no Natal e este quer-se exuberante, comunicativo e alegre. Gosto do Natal... pronto...!

XIV Jornadas Pedagógicas de EA, ASPEA

sábado, 2 de dezembro de 2006

Estudo de Tartarugas Marinhas

No ano de 2000, a Time (EUA) galardoou o zoólogo Peter Pritchard, pelos estudos e conservação de tartarugas marinhas, com o título Hero of the Planet. Trabalhou com o Archie Carr do CCCTurtle, na Universidade da Florida, no estudo da biologia daqueles répteis marinhos. Foi Presidente do Florida Audubon Society, sendo actualmente Director do Chelonian Research Institute em Oviedo, Florida e é professor de Biologia na Universidade Atlântica da Florida e Universidade Central da Florida. Foi reconhecido como "Champion of the Wild" pelo Discovery Television Channel e foi declarado, no ano de 2001, como "Cidadão do ano da Florida" pelo jornal Orlando Sentinel. É autor de vários livros como Living Turtles of the World, Encyclopedia of Turtles, The Alligator Snapping Turtle, ou Galapagos Tortoises: Nomenclatural and Survival Status.

Fonte: ZOOMARINE

 

E ao olhar para o céu...


tenho a sensação que por ali andou um artista-pintor, certamente sonhador, às pinceladas numa tela imaginária, com uma paleta de cores cuidadosamente escolhidas, deixando o reflexo das emoções sabiamente vividas num dia preenchido em que reinou uma felicidade tranquila...

Deslumbramentos

São infinitas as coisas que nos provocam deslumbramento e nos fazem parar para pensar que se o Mundo muda a cada dia, porque é que Portugal não acompanharia o ritmo. Há dois dias tomei consciência de que a cidade de Lisboa, que tão bem conheço, está repleta de pequenos nadas fantásticos que facilitam a vida de cada um. Até os transportes públicos e as ligações entre eles, sobre as quais nos queixamos tanto no dia a dia, nos dão mobilidade para que percorrer a cidade de uma ponta a outra deixe de ser um problema. E assim é de facto. Melhor do que andar de carro, que se tem revelado um suplício em hora de ponta e em cada vez que é necessário estacionar.

 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Está a chegar... o NATAL!!!

O Natal é uma das minhas épocas do ano preferidas e, apesar dos anos irem passando por mim, o imaginário que envolve as festividades não desapareceu. Lá está... serei uma eterna criança em algumas coisas... É verdade que o aproveitamento consumista é excessivo e, de ano para ano, a apelação para as compras e a sedução das cores e das luzes começam mais cedo, banalizando o simbolismo da época. Pois eu recuso-me simplesmente a pensar seriamente no Natal antes do início de Dezembro. A árvore e o presépio só os faço a partir do dia 8 e a procura dos presentes certos para cada um vai também ter início agora. São rituais que não quero perder e é uma delícia revivê-los na companhia de pessoas realmente importantes.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Verdade verdadinha

Alguém disse: “Afasta o ódio para que possas perdoar sem esquecer”. E eu não poderia estar mais de acordo. Mas há quem diga que sou “nhónhó”...

 

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Artefactos e complementos para uma noite tempestuosa

Adormecer é bom, principalmente quando nos sentimos confortáveis. Há um bom par de noites, incontáveis para ser mais precisa, que adormeço com os pés quentes. As maravilhas que um saco de água quente pode fazer em prol de uma noite de sono, com sonhos onde a tranquilidade é rainha. Mas ontem o saco de água quente revelou-se insuficiente, apesar de complementado por um cobertor e uma manta. Ontem decidi-me e coloquei o edredon fofo e imenso em cima de mim. A noite, apesar do desconforto que o vento tempestuoso me ia transmitindo, foi passada de forma confortável. Hoje o dia tem-me indicado que o edredon me fará companhia até ao final do Outono e durante todo o Inverno...

Novas espécies em São Tomé e Príncipe



"Peter Wirtz, investigador do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), foi um dos investigadores que integrou a expedição da National Geographic Society a São Tomé e Princípe, durante a qual foram detectadas 60 espécies nunca antes identificadas naquela zona geográfica.
A expedição em Fevereiro deste ano permitiu ainda concluir que de entre estas 60 espécies, dez nunca haviam sido classificadas, pelo que representam uma grande descoberta para a Ciência (ver foto abaixo). Os cientistas chamaram à área de São Tomé e Príncipe um dos “hot spots” da diversidade marinha do mundo, ainda mal explorado.
De entre as novas espécies descobertas destaca-se um peixe góbio, pertencente a um novo género, que vive em associação com uma espécie de camarão.
Desta equipa de investigadores fizeram ainda parte quatro biólogos brasileiros e dois norte-americanos. Os resultados da descoberta foram submetidos à revista científica Zootaxa, de renome internacional.”

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Um pouco de mim, pelos astros

Este foi um presente que o António Rosa me enviou. A interpretação não é dele mas do programa informático Kepler7. Aqui fica uma síntese e um agradecimento ao António.
COMO VOCE SE MOSTRA PARA A VIDA E PARA OS OUTROS - Virgem Ascendente: Modesta e frequentemente tranquila ou tímida, é uma pessoa humilde e tem uma atitude de perfeccionismo muito forte, com tendência de ser demasiadamente autocrítica. Muitas vezes rejeita uma causa, simplesmente porque acha que não conseguirá realizá-la de forma perfeita e ideal. Você tem sensibilidade refinada e é uma pessoa muito discriminativa, particularmente com sua alimentação, roupas, amigos e trabalho. A organização ao seu redor é muito importante. Você tende a subvalorizar suas próprias capacidades mas os outros vêem-na como uma pessoa autosuficiente. Você tem um forte senso de propriedade e é ciumenta. As boas maneiras, a cortesia e o comportamento correcto são coisas que você dá muita importância. Ainda que você seja uma pessoa voluntariosa e cuidadosa, inicialmente não irradia muita simpatia, de modo que, os outros podem não ver esse seu lado bom muito rapidamente. Também é uma pessoa que aparenta ser mais formal e conservadora do que realmente é. É uma pessoa profundamente observadora, inteligente e tem grande avidez por aprender e se auto-melhorar, porém não é ambiciosa, e frequentemente sente-se satisfeita com uma posição simplista.
SEU INTERIOR: SUA REAL MOTIVAÇAO - Sol em Gêmeos: Você é uma pessoa que, em vários aspectos, permanece uma eterna criança. Sua mente é brilhante, alerta, curiosa, flexível, trabalhadora e sempre ávida por novas experiências, abraça e retém ideias rapidamente. Uma vez que sua curiosidade inicial é satisfeita, logo quer satisfazer outra. Você almeja e gosta de mudanças, de variedade, de estar em novas situações e de lidar com muita e diferente gente.Pode ser dificultoso decidir saber qual a sua verdadeira vocação, pois tem múltiplos interesses além de detestar limitar-se a você mesma. Você facilmente se distrai e assuntos fascinantes e exóticos a atraem rapidamente. Sua curiosidade empurram-na para diferentes experiências e você tem disposição para tentar qualquer coisa e encarar qualquer desafio. Adora ler, interpretar pensamentos, aprofundar-se em teorias. Você é uma pessoa que necessita tanto de estímulo mental quanto de alimento para viver. É uma pessoa muito social, com uma necessidade muito forte de comunicar e inteirar-se com pessoas e gentes diferentes. Escrevendo ou falando você deverá conseguir se realizar. Normalmente, não leva muito as coisas a sério. Ainda que você anseie viver envolvimentos emocionais, é difícil conseguí-lo porque você não gosta muito de se sentir uma pessoa comprometida ou imaginar ter sua liberdade e mobilidade pessoal limitada. Você tem uma mente ingénua e tende a oferecer sempre uma visão muito clara e límpida de suas perspectivas. Suas faltas são a carência de constância, pouca perseverança e sua tendência para passar por alto ou ignorar o profundo emocional e outros sentimentos das pessoas. Sol Sêxtil Saturno: Realista e prática, estabelece objectivos para si mesma que são modestos e suficientes para conseguir o que você quer. Você é capaz de manipular cuidadosamente projectos difíceis, com auto-disciplina, concentração e perseverança. Tem um forte senso de responsabilidade e é uma pessoa bastante consciente ao cumprir suas obrigações. Frequentemente faz tudo como se fosse espectadora de você mesma, uma auto-avaliadora de sua própria performance.
SUA VOCAÇAO E SUAS HABILIDADES - Mercúrio em Cancer: Interessa-se pelo introspectivo, subjectivo e temas pessoais. Seus pensamentos são baseados mais em sentimentos, intuição, experiências pessoais e conceitos que na razão e lógica. Realização intelectual sem interferência de coração ou alma, pouco lhe interessam. Além de psicologia, você é uma pessoa atraída para educação, arte, poesia, música e metodologia. Você gosta de manter um diálogo e ler o que os outros escrevem sobre suas vidas e desenvolvimento pessoal.
EMOÇOES: HUMOR, SENTIMENTOS, ROMANCE - Lua em Peixes: Afectiva em alto grau, você compreende os sentimentos das outras pessoas e suas necessidades, quase que por telepatia. Você é extremamente sensível à dor dos outros e não pode suportar ver qualquer criatura, seja ela um ser humano, animal ou mesmo uma planta, sofrer. Algumas vezes, essa sua condição de generosidade e ternura demasiada para com os outros, pode levar algumas pessoas a tirarem proveito de você. Você é tremendamente romântica e é sempre uma eterna "apaixonada pelo amor". Lua na 8th casa: Ainda que você queira muito ser aberto, você frequentemente se fecha em torno de você mesmo e não confia realmente nos outros. Você é uma pessoa muito só em seus sentimentos e curto nas respostas aos outros; também gosta que as pessoas sejam do tipo "tudo ou nada" com você. Vênus em Cancer: Sensível e sentimental, você é uma pessoa que está profundamente ligada à sua família, velhos amigos, lugares inesquecíveis e ao seu passado. Você é uma pessoa "dada" e romântica no amor. Vênus na 11th casa: Você é uma pessoa agradável, muito social. Você se deprime muito rapidamente sem a companhia de amigos e pessoas que compartilhem coisas boas com você. Você tem prazer em trabalhar com pessoas ou em grupos de actividades comunitárias.
METAS E AMBIÇOES: COMO VOCE ATINGE SEUS OBJETIVOS - Marte em Libra: Você luta por um equilíbrio entre ser independente e trabalhar de forma cooperativa com os outros. Você às vezes pode sentir-se uma pessoa frustrada por não poder fazer o que Você quer, por querer sempre atender às necessidade e desejos dos outros. A sua maneira, você não é uma pessoa solitária. Você dá muito valor para a legalidade e se sente indignada quando percebe que alguém está tirando vantagem de outrem.
CRESCIMENTO E EXPANSAO: AREAS QUE LHE AGRADAM - Júpiter em Leao: Você não tolera mediocridade ou incompetência. Também tem um maravilhoso senso de drama teatral. Você precisa viver perigosa e heroicamente. Do contrário, você se sente apenas existindo e jogando fora seus talentos. Você também tem uma capacidade fora do comum para brincadeiras e jocosidade. (deve ser um excelente contador de piadas).
ÁREAS ONDE VOCE É CRIATIVO, UNICO, INSTAVEL OU COMPULSIVO - Urano na 1st casa: Você é pouco convencional, uma pessoa inovadora e é vista como pessoa rebelde, revolucionária, altamente incomum em suas maneiras, aparência e atitudes. Você é uma pessoa totalmente imprevisível e não faz as coisas convencionais conforme as regras usualmente estabelecidas e normais para as outras pessoas. Mas, acima de qualquer coisa, você é uma pessoa "impar" no que faz; e quando faz alguma coisa não é em favor de ninguém, portanto, você age independente de normas e costumes. Plutao na 1st casa: Você é uma pessoa intensa e inclinada a "ir fundo nas coisas" e envolver-se passionalmente em qualquer coisa que lhe interesse. Você facilmente "vai aos extremos" e faz com que pessoas mais moderadas que você se sintam constrangidas.

Festival de Cinema Africano

Até ao próximo dia 26 de Novembro (domingo) decorre no CINEMA SÃO JORGE (Av. da Liberdade, saída do metro na estação AVENIDA), em Lisboa, o Festival de Cinema Africano, KANEMA.
O programa da apresentação de longas e de curtas metragens pode ser consultado aqui.

Final de Tarde


Algures no Alentejo, entre o Algarve e Lisboa, 20/11/2006

Sobre a morte

Sou sincera: tenho muita dificuldade em entender a morte. Aceito-a porque na verdade não tenho alternativa mas sinto-me completamente limitada, e por vezes revoltada, sempre que me confronto mais directamente com o desaparecimento físico de alguém. A impotência perante a ausência não é fácil de gerir. Já vivi situações duríssimas de perda, nas piores circunstâncias, de pessoas com as quais tinha grande proximidade, que amava profundamente, que faziam parte de mim. Quando partiram senti que uma parte de mim morreu também e que toda a minha vida passaria a ser diferente a partir daquele momento. E assim foi de facto.

Como acontece com algumas pessoas que conheço, eu não giro bem a morte quando ocorre em pessoas que me são, de alguma forma, próximas. Sinto-me a flutuar, como se vivesse um sonho mau e irreal. Apesar de ter consciência dos acontecimentos, quase me recuso a aceitar o seu rumo, os factos que surgem em catadupa, uns atrás dos outros sem controle. Sou das pessoas que, na altura, choro pouco e venho a chorar muito mais tarde por uma coisinha de nada e sem importância. Estranho! É que sou uma chorona inveterada e, sempre que posso e o motivo propicia dou azo às lágrimas que me correm pela face ou pelos olhos como se de um dilúvio se tratasse. Mas naquele momento em que sinto a perda retraio-me, encaixo-me dentro de mim mesma e lá vou eu levando a vidinha para a frente.

Mas a minha incompreensão com a morte, e com o sofrimento no geral, aumenta quando quem parte são crianças. Parece-me injusto por tudo. E principalmente porque ainda não vieram nada, são completamente inocentes na verdadeira acepção da palavra e não me parece justo que nasçam para viver tão pouco. E depois há expectativas e sonhos que são frustrados e não realizados e um futuro que fica por viver. Simplesmente não entendo e sinto-me revoltada. Diria mesmo chocada. E só me apetece perguntar: MAS PORQUÊ??????????

 

 

 

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Ajuda a ARCAR

A ARCAR é uma Organização santomense que trabalha com crianças abandonadas ou de meios familiares com muitos problemas, que eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente (e de dar formação aos técnicos responsáveis). Neste momento existem 3 centros onde se desenvolve trabalho com mais de 200 crianças, algumas vivendo na própria instituição e todas sendo apoiadas quer com ocupação de tempos livres, quer com acompanhamento da sua actividade escolar, quer ainda com alimentação. Faz-se também um importante trabalho de inserção na vida profissional de jovens para quem o ensino clássico não é (por razões diversas) a resposta adequada. Por último há ainda uma persistente acção junto das famílias cujas crianças são apoiadas.

Por razões diversas a ARCAR não tem os meios suficientes para fazer face a todas as suas acções e responsabilidades. Foi aberta uma conta onde poderão ser depositados contributos até ao dia 15 de Dezembro. O dinheiro recolhido será enviado por cheque para a nossa Embaixada em S. Tomé, que fará em seguida a entrega do mesmo à D. Balbina, que é a responsável por todo este excelente trabalho de apoio a crianças carenciadas.

Banco  Millennium BCP

Conta Nº  45322556451

NIB  0033 0000 45322556451 05

 

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Jantar outonal

O Outono está aí e com ele a chuva e o vento. Enquanto oiço a chuva batida a vento, e imagino o movimento das folhas levantadas pela força da chuva que cai lá fora em todas as direcções, preparo um repasto de 6ª feira à noite, para degustar com calma, saboreando pedacinho a pedacinho. Tranquiliza-me preparar pratos que levam o seu tempo a cozinhar. Devagar devagarinho e que depois... dão um prazer infinito a comer.

Hoje o prato vai ser tipicamente outonal: cabrito no forno temperado com sal, alho picado muito fino, coentros à vontade bem migados e azeite qb; batatas com coentros assadas no forno; salada de alface tenra e endívias. E depois de bem cozinhado e alourado, para quem apreciar, pode-se servir com castanhas cozidas em erva doce (para quem não gostar da mistura pode saboreá-las no final da refeição, em jeito de sobremesa).

OLHÁKI

"O Abraço", Mário Jaleco, retirada daqui
No passado dia 14 de Outubro foi inaugurada a exposição fotográfica resultante do Concurso Olháki – a fotografia dos voluntários. Da exposição fazem parte as 16 fotografias presentes na agenda FEC 2007, mais 17 fotografias de missionários que por motivos de regras do concurso não foram contempladas na Agenda.
A foto da capa da Agenda é a que ficou em primeiro lugar no concurso – “O abraço”, da autoria do meu amigo Mário Jaleco (retrata uma cena em Angola).


Entre 1 e 15 de Dezembro, a Exposição (itinerante) encontrar-se-á na Diocese de Aveiro, tendo sido já exposta na Paróquia do Algueirão, em Sintra. Para receber a Exposição em Escolas, Museus, Paróquias, Bibliotecas,... enviar um e-mail


domingo, 12 de novembro de 2006

Africanices

O AFRICANICES é um blog, por mim, recém descoberto, graças à indicação de uma amiga. Entardeceres e pores do sol que deliciam todos e mais alguns, fotos de deslumbre de uma África em permanente mudança, onde o turismo continua a crescer e a dar provas de que vale a pena investir em África. Porque África é um mundo e o mundo ainda está por descobrir. Thanks God!

Estrelas

Só comemorei uma vez o Dia de São Martinho em África. Em São Tomé, claro está. Ali foi feito um magusto com direito a castanhas assadas de forma tradicional numa fogueira de rua, num país onde não há castanhas e onde esta prática é vista com estranheza. Pudera... a castanha é um fruto quente para comer em ambiente frio e outonal.

Todas as minhas incursões africanas, em STP ou noutro qualquer lugar, têm ocorrido em tempos diferentes, mas não coincidindo com o dia das castanhas. Apercebi-me disso ontem à noite, ao olhar para o céu e ao constatar que estava estrelado. Há que tempos que não o via assim, o que só pode ser o resultado de andar a observar pouco o céu. E isso não me parece nada bem, principalmente porque sou uma apaixonada das estrelas. E não é só o luar que me encanta ou seduz. Apesar do céu em STP estar maioritariamente nublado, quando as estrelas estão a descoberto, a sensação de as observar é fantástica porque brilham intensamente num fundo escuro, tão escuro que poderia assustar se não estivesse pigmentado de uma infinidade de pontos brancos.

Mas tenho visto estrelas, com deslumbramento total e completo, em muitos céus africanos: na Guiné Bissau, o meu primeiríssimo destino africano onde as estrelas parecem distantes, fazendo com que os nossos olhos não se queiram afastar delas; em STP, o céu mais regular para mim, resultou numa imagem familiar; em Moçambique, a África que me deixou mais mágoas, e onde vi constelações desconhecidas que me fizeram pensar tanto que, a dada altura, pensei ter perdido qualquer esgar de racionalidade.

sábado, 11 de novembro de 2006

Quem quer...

Quentes e boas… quentinhas?!!! Hoje é Dia de São Martinho, ou seja de comer castanhas com fartura. Desde pequena que sempre me lembro deste dia como especial. Talvez por gostar tanto de castanhas que poderia comer dúzias delas, assadas ou cozidas, sem parar e sem me fartar. As que mais gosto são mesmo as do “Homem”, as que se vendem na rua, que cheiram bem e estão quase sempre no ponto. Pena que o fumo seja mais do que muito. Hoje vou comer qb porque à noite, quando abuso, já me pesam no estômago. Efeitos de estar a chegar à meia idade :-) E há pouco acabei de ver, da janela da cozinha, enquanto preparava o jantar, um fogo de artifício magnífico. Também gosto muito de fogos de artifício. Estranhei e só realizei mesmo quando associei 2+2. Hoje é dia de festa, o dia das castanhas e do São Martinho!

 

 

Rádios Comunitárias na Guiné Bissau

Na Guiné Bissau foi criada mais uma rádio comunitária. Desta vez no Canchungo. Chama-se "Uler Abandi" que em "manjaco" significa "CHEGOU A HORA". Os animadores são jovens da comunidade local e, tendo em conta as experiências anteriores noutras regiões, o resultado será com certeza positivo no que respeita à sensibilização e divulgação de informações para as populações locais. Para mais informações a consulta deve ser direccionada através do site da AD (Acção para o Desenvolvimento) ou da RENARC (Rede Nacional de Rádios Comunitárias da Guiné Bissau).

 

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Consciência

Talvez pela primeira vez desde o regresso que, ao ver fotografias e alguns vídeos daquela terra onde sempre quis acreditar que os sonhos eram possíveis, um sentimento de saudade angustiada e um pouco triste apoderou-se de mim. Como se tivesse tomado consciência que os sonhos se podem tornar em pesadelos quando a sua realização depende mais dos outros do que da vontade própria. Talvez tivesse percebido tarde de mais que estes, na verdade, não são sonhos. Simplesmente não passam de devaneios ou, quem sabe, de teimosias...

 

Cansaço

E de repente o cansaço apoderou-se de mim como se tivesse uma pedra de 300 toneladas em cima das pernas. Hoje, tal como acontece tantas vezes em períodos de intenso trabalho, tomei consciência de que preciso com urgência de andar a pé e fazer exercício. E ainda sinto falta de apanhar sol e contemplar o mar com maior proximidade do que a visão permitida pela minha magnífica janela aberta para o Mundo. Preciso de sentir o cheiro a maresia e apreciar com calma as tonalidades de forma a relembrar-me que aqui bem perto a água também é transparente e cristalina e que o Outono por se fazer ainda quente permite passeios e caminhadas. Falta-me o meu fiel companheiro que me obrigava a descer e subir as escadas várias vezes ao dia para um passeio de descontracção enquanto ele se dedicava, entre outras coisas, a descobrir novos cheiros. É verdade, sinto também a falta da dedicação do meu amarelo de fuça preta e olhos ternos...

 

Mistérios

Ah… esta vida tem cada mistério mais insondável... E o maior de todos está em nós próprios sempre que não reconhecemos sentimentos, formas de pensar e de agir, projectos, incapacidades e defeitos, e... tantas outras coisas mais. Como alguns poderiam pensar, filosofia. Talvez tenham razão e não passe disso mesmo. Mas é nisto que dão as minhas viagens pelo país. Lá vou distraída sem dar pelas centenas de quilómetros que percorro, ao ver as paisagens deslumbrantes deste Portugal rural, os campos verdes, os cavalos e os touros, os pôres do sol, os parques eólicos com as imensas torres e as fantásticas pás fazendo efeitos hipnotizantes de tão elegantes, e as aldeias que parecem paradas no tempo. Portugal é também para mim um mistério fascinante, já que sempre que o percorro dou comigo absolutamente surpreendida...

 

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Sina

Às vezes dava consigo a pensar que devia, voluntária e deliberadamente, ter feito muito mal a alguém. Daqueles males irremediáveis e absolutamente insustentáveis. Quem sabe se numa outra vida porque nesta não se lembrava de, em consciência, isso ter acontecido. Mas só podia porque parecia sina: cada um(a) com quem se cruzava revelava uma pancada maior do que o(a) anterior. Quem sabe se não era por isso mesmo que se refugiava em si mesma, junto daqueles com quem se sentia confortável e segura...

Stand by

Estar/ficar em stand by é uma situação que me irrita sobremaneira e para a qual tenho cada vez maior intolerância. Não há mesmo paciência! Como uma ex-colega diria, e muito bem por sinal, com algum humor e muita sabedoria “É que já não há _ _ que aguente”. É verdade, Margarida, partilho inteiramente da tua opinião e quanto mais velha estou, mais te entendo e reproduzo a expressão que utilizavas há uns 4 ou 5 anos... talvez mais, já nem sei. Bom, mas filosofias e reflexões à parte, também haverá um stad by, de carácter muito temporário e passageiro, no “África de Todos os Sonhos”. Nesta altura, o trabalho não permite divagações nem passeios pela net. Mil perdões a todos os que tanto gosto de ler e a todos os que vão passando por aqui. Prometo um stand by abreviado... mais ao jeito do “see you later”!!! J

 

A internacionalização de Lisboa. Paradiplomacia de uma cidade

Motivo de ORGULHO!!! Um projecto que deu um infinito prazer multiplicado por muito trabalho, stress qb e um verdadeiro espírito de colabora...