segunda-feira, 7 de novembro de 2005

"Estórias" reais

1. Preocupada em saber se os alunos tinham sido avisados da minha impossibilidade de ir às aulas por estar doente, ao chegar, perguntei:

- Na semana passada avisaram-vos que eu não vinha?

Um aluno que estava a ver-me pela primeira vez no ano respondeu com um ar sério

- Não, não avisaram

E perante o meu ar de estranheza porque me tinham dado indicação que estavam todos avisados, prosseguiu:

- Quero dizer, quando cheguei aqui, estava um papel na porta com essa indicação

- OK, então avisaram-vos...

- Pois, avisaram, mas a mim não...

Hum... pensei... o que seria suposto? Um telefonema personalizado para casa de cada um no domingo à noite, atendendo que, à 2ª, a aula é a primeira da manhã?

2. Já ouvi falar muito de poligamia e, na verdade, há muita gente que a defende e muita mais que a pratique. Mas esta definição ultrapassou as minhas expectativas...

- Há famílias monogâmicas e famílias poligâmicas...

- Poligâmicas? Ah, já sei, com mais do que um gâmeta!

Esta sou franca que me passou ao lado... o que será um gâmeta, pergunto eu??? Aceitam-se apostas...

3. Sobre famílias urbanas, rurais e diferentes tipologias de agrupamento familiar:

- Temos, por exemplo, as famílias alargadas e temos as famílias...?!

- Reduzidas? Pequenas?

Hum... e as nucleares? (não são as bombas...)

4. A racionalidade pode conduzir-nos a uma complexidade infinita, ou como bem transformar a simplicidade na confusão...

- Perante uma cultura dominante, podem surgir, e normalmente surgem, subculturas. Relacionem-nas com os grupos e subgrupos que temos vindo a analisar. Há ainda  as contraculturas.

Todos dão ar de grande entendimento, a exemplificação é imediata acompanhada de debate, até que alguém pergunta:

- A cultura dominante pode ser uma contracultura de uma subcultura, não pode?

 

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...