domingo, 9 de outubro de 2005

Palavras para quê... é o povo português!

Estou estarrecida, alucinada, siderada! Não posso acreditar nas notícias que acabei de ouvir... só pode ser engano dos meus ouvidos por excessiva concentração num texto que estou a escrever para ser publicado numa revista. Como só estou a pensar em turismo, roças e São Tomé e Príncipe, só posso ter ouvido mal.

Ganharam: a Fátima Felgueiras; o Isaltino; o Valentim Loureiro...?! E com margens que não deixam margem para dúvidas. Digam-me por favor que eu estou enganada! Que o povo português não é completamente desprovido de discernimento, que não gosta de ser enganado, que merecemos mais, muito mais do que ser passados por parvos. Não! Recuso-me a acreditar! Digam-me que os portugueses não são totós, que são pessoas inteligentes e que sabem separar as águas. Digam-me que eu estou completamente errada e que as eleições são momentos de democracia importantes, que resultam do exercício mais puro de cidadania.

Por favor, alguém que me contradiga porque não posso acreditar na pouca vergonha do país onde nasci. Palavras para quê...?! Portugal não faz as escolhas possíveis, faz mesmo as escolhas que merece. É isto, meus caros, o povo português... ok... olhem, vou ali e já venho. E depois, não se esqueçam, venham-me cá falar em nacionalismo e patriotismo...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...