terça-feira, 4 de outubro de 2005

Confusão

Ai que confusão que por aqui vai nesta cabeça. É o que faz ser fraca das ideias e divagar a toda a hora por tudo e por nada. E prontos, pá, quando uma pessoa tem estímulo para a parvalheira e a parvoíce, lá se juntam as duas e o resultado só pode ser um jantar de risota pegada em animação e disparate. Mas que coisa... porque hei-de eu ser assim? É que as lembranças chegam e não partem e... pois é, e é tão engraçado falarmos e desconversarmos, e sorrirmos, e rirmos, e descontrairmos, e espreguiçarmos soltando cada músculo, e sentirmos o pensamento fluir com o ar, com a vontade e a possibilidade, e sentirmo-nos invadidos por uma paz só possível no paraíso, se é que ele existe. Mas sim, existe porque senão existisse nada faria mais sentido. Nem o sofrimento, nem a ausência, nem a angústia, nem a impossibilidade, nem a tua falta... E que falta me fazes, nem tu sabes, e não vais saber porque nunca te vou dizer, porque não posso, e não quero, e não devo, e não mereces, e não queres sequer saber porque além de não quereres, não podes e não deves sequer perguntar. E assim é, um novo dia que amanhã começa, ou será já hoje, daqui a nada, quando olhar para o relógio e perceber que o tempo fluiu tão depressa quanto o meu pensamento e as lembranças que quero guardar de ti, as boas e só essas, porque as más não as quero nem recordar. E é bom lembrar quando não se pode mais vivê-las, sabias? Ai, vou dormir, talvez não já mas daqui a pouco. Agora vou ainda pesquisar porque nada me dá mais prazer do que investigar, saber, questionar e concluir. E é isso que vou fazer agora mesmo. Não sobre ti mas sobre outras espécies, tão dóceis, afáveis, ternurentas e carentes de afecto quanto tu, mas daquelas que não se envergonham e não se problematizam por se olhar para elas...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...