sábado, 24 de setembro de 2005

It takes 2 to Tango

É... pois é, queria tanto eu dizer-te muitas e muitas coisas e nem uma consegui. Sei lá eu porquê... ou se calhar até sei. Porque quando olho nos teus olhos todo o pensamento se esfuma pelos canais da racionalidade deixando cá dentro um vazio de explicações. Porque quando sorris, com ar um terço malandro, um terço tímido e um terço sonhador, fico rendida e a vontade que antes tinha de te acusar ou de te questionar desaparece sem eu perceber como. Porque quando falas e te transformas de simples mortal no mais perfeito contador de histórias, como se tivesses nascido para isso, dou comigo encantada com os pormenores, procurando saber sempre um pouco mais. Porque quando me fazes rir me sinto bem, confortável e muito descontraída. Porque quando estamos juntos tenho a sensação que o tempo parou algures num lugar qualquer onde fui muito feliz e apetece-me simplesmente ficar assim para sempre. E tudo isto é estranho porque, no fim de contas, como é costume dizer: “it takes 2 to Tango”!

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...