segunda-feira, 8 de agosto de 2005

Portugal no seu melhor

Chegamos a Agosto e Portugal quase pára, o que tem aspectos muito magníficos e outros que nos transformam a vida num inferno, para não dizer desespero. Quais são os sintomas? Por um lado, os telefones tocam menos, deixamos de receber fluxos de mails de distracção, que em certas ocasiões nos entopem a caixa de correio, o trânsito reduz de forma radical, há quase sempre lugar nos restaurantes, os vizinhos vão de férias e o barulho diminui. Mas... quando precisamos de uma informação, da mais simples à mais complicada, e contactamos os serviços que nos podem, ou devem, esclarecer, deparamos com uma infinita perplexidade, como se fossemos completamente burros e as questões que colocamos não fizessem qualquer sentido. Mesmo quando alegamos prazos a cumprir, ouvimos a má vontade expressa em palavras e suspiros que desencorajam alguns e enfurecem os restantes. Se os contactos são telefónicos, desligamos com a estranha sensação, porque difícil de gerir, de termos incomodado sem motivo a pessoa que nos atendeu e quase nos sentimos na obrigação de pedir desculpa e fazer uma vénia, sabendo até à partida que ninguém nos vê. Mas com as novas tecnologias, nunca se sabe bem quem nos pode ver, porque ouvir, ao que parece é possível e comum. Mas pior que tudo, desligamos o telefone mais confusos do que estávamos antes de ligar e as dúvidas, além de não terem sido esclarecidas, multiplicam-se! E assim temos de viver... num Portugal que está no seu melhor!

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...