sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Ao meu Pai

Há dias que ficam para sempre gravados e registados em nós, minuto a minuto, tornando-se impossível esquecê-los. Hoje é, para mim, um desses dias. Faz nove anos que o pior dia, por mim vivido até à data, aconteceu. Um dia triste que nunca esquecerei e que mudou, para sempre, a minha vida. A partir do dia 5 de Agosto de 1996 transformei-me.

E se, por um lado, o tempo voou, por outro, tenho a sensação que parou porque as lembranças permanecem muito presentes. Porquê? Porque “TU” eras uma pessoa infinitamente especial, pela bondade e dedicação, pelo cuidado e atenção, pela compreensão e entrega a todos os que precisaram, em algum momento de “TI”. Porque é impossível não nos lembrarmos de “TI” e da falta que nos fazes. “TU” foste o pai que, se pudesse escolher, preferiria ter, mas que por não ter tido essa possibilidade, afirmo com certezas que fui bafejada pela sorte por ser “TUA” filha, ter crescido e aprendido contigo a ser quem sou, acreditando no amor e na amizade, respeitando as diferenças e procurando ser melhor no dia de hoje do que fui ontem.

E, se me ouvires, e acredito que sim, fica a saber que me fazes muita falta!

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...