quinta-feira, 21 de julho de 2005

A lua

A lua teima em não abandonar a minha janela e torna-se impossível fugir dela, até porque além de redonda está de uma cor forte, amarelo torrado, como se me quisesse dizer palavras bonitas, quentes e acolhedoras. Por África a lua é magnífica, mas sempre a vi alta e distante, brilhante e branca. Aqui, quando cheia como hoje, dá-me uma estranha sensação de proximidade porque se apresenta maior do que lá, imensamente grande, e muito colorida, de tal forma que, ao observá-la com o cuidado e a atenção que merece, consigo identificar os contornos e os desenhos. A noite hoje está bonita, muito bonita... e ao olhar o céu sinto-me inacreditavelmente tranquila, de tal forma que até desejo que a imagem que deslumbra os meus olhos não se vá para que a paz permaneça...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...