quarta-feira, 18 de maio de 2005

Guiné

E a minha querida Guiné, o meu primeiro amor africano, está prestes a entrar em conflito. Melhor dizendo, ali o conflito é latente. Infelizmente... E a preocupação com os amigos que lá vivem, os guineenses e os outros, aumenta. Dou comigo a recordar a primeira incursão a Bissau, quando a porta do avião foi aberta no aeroporto de Bissalanca, e senti o bafo quente e húmido, o ar denso e o cheiro intenso, misturando, de forma magnífica, os aromas da terra molhada com frutas, predominando uma essência adocicada que, ao primeiro cheiro, parecia algo enjoativo. Só mais tarde, vim a reconhecer o aroma, uma mescla de manga com cajú fresco. Aquele cheiro é inconfundível e aquela sensação incomparável.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...