sexta-feira, 6 de maio de 2005

Difícil escolha, ou talvez não...

“Já pensaste que essa tua mania quase obsessiva, e que tem sido intensificada à medida que vais ficando mais velha, para o contacto com a natureza, a preservação, a protecção de espécies e a vida saudável te afasta da vida social?” – perguntou-me ele com ar crítico.
“Não, nunca tinha pensado nisso, mas provavelmente tens razão” – respondi-lhe de forma natural – “E tu, já pensaste que no contacto com a natureza, o risco de magoares os teus sentimentos é bem menor do que o que está implícito às relações humanas?”
“Talvez fosse inteligente encontrares um meio termo e, em vez de te sentires tão próxima dos animais, das plantas e das paisagens, podias olhar à tua volta e veres que há pessoas interessantes com muito para dar”
“Até podes ter razão. Mas... estás a referir-te exactamente a quem?”
Ele levantou-se da mesa e, sem responder, afastou-se. Ela sorriu e pensou no quanto os homens por vezes se tornam básicos. A natureza, na sua simplicidade, é muito mais interessante porque harmoniosa.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...