segunda-feira, 28 de março de 2005

O tempo

Um dia quis parar o tempo porque tinha a sensação que ele corria à minha frente, numa fuga sem fim. Nunca consegui fazer com que ele parasse e talvez também por isso gostasse tanto de África. Ali o tempo não pára mas abranda. Um dia vale por dois. O ritmo é vagaroso, lento e saboroso. Ali a sensação é do tempo estar do meu lado, disponível para a realização de todos os meus sonhos. Mas contudo ele passa também mais depressa do que eu gostaria ou quereria, desliza ao meu lado, voa por cima da minha cabeça numa provocação sem fim, sabendo que nunca teria a possibilidade de o agarrar, prender, fechar...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...