sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

Estratégia de Diversão

E a estratégia que ela adoptou, para se distrair e aliviar o stress, foi o exercício físico. Uma actividade diferente todas as manhãs - ginásio e máquinas, aeróbica, alongamentos, pilates, hidroginástica. Sentia-se revigorada e rejuvenescida quando saía do Clube. A tarde custava a passar, sentada em frente do portátil, escrevendo artigos para publicação, com a tese ao seu lado, como forma de se mentalizar que a grande data seria para breve. O breve alongava-se e tardava, apesar das promessas repetidas. À tarde, o pensamento dela tornava-se intenso, quase redundante. Depois vinha o jantar e ela gostva de cozinhar, distraía-se a inventar receitas e a misturar ingredientes, que normalmente resultavam bem, apesar do segredo andar mais à volta de alho e ervas do que de qualquer outro condimento. E de seguida, um pouco de tv que, de dia para dia, se tornava menos estimulante, pelo que optava por regressar ao seu amigo, a "caixa preta" como a família lhe chamava. Era uma distração, mais uma, e ela nesta fase precisava de se sentir viva. E por fim, já cansada, decidia deitar-se e ler. Lia como nunca, devorava livros, uns atrás dos outros, não podia adormecer sem ler, porque senão os sonhos não se relaizavam. Sim, intercalando a rotina diária, passeava o cão, um boxer de 11 anos com agilidade e vivacidade de 3. Era um grande companheiro e ela sentia que ele compreendia tudo o que ela lhe dizia.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...