quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

Estou farta, cansada, saturada!

Estou farta, cansada, saturada de gente que vem e vai ao sabor do seu próprio egoísmo. Que chega de rompante, invadindo o tempo e o espaço como se tivesse esse direito, e que parte com a maior das facilidades porque... vá-se lá saber porquê, quando muitas vezes o próprio desconhece as razões. Porque já chorou, estrabuchou e gritou contra alguma coisa ou alguém, aliviou o desespero e quando se sente melhor, bem e feliz, decide partir porque a função de ombro foi cumprida.
Estou farta, cansada, saturada de gente que usa, põe e dispõe, sem cuidado de recolocar no mesmo local onde encontrou a atenção, o carinho e o afecto, a compreensão e a palavra amiga, que não se preocupa com mais nada a não ser consigo próprio.
Estou farta, cansada, saturada de gente que está sempre acima de qualquer outra coisa, que se sente acima dos outros, que se reconhece o direito de recolher cuidados e preocupações, sem olhar para trás e para o lado só para se certificar que não estragou o caminho por onde passou, e que não se reconhece o dever de perguntar aos outros - como estás?

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...