quarta-feira, 26 de janeiro de 2005

Bloquear

Liguei o telemóvel, que tinha estado a carregar, e tinha umas quantas mensagens dele. Ansiosas e urgentes, sem referências ao motivo. OK, pensei, vamos ver o que se passa.
- Oi, tudo bem?
- Sim, queria falar-te mas como sempre tinhas os telemóvel desligado, nem sei para que o tens - atalhou ele de forma seca.
- Ah, estava a carregar, mas então, houve alguma avalanche ou um cataclismo qualquer? - perguntei a rir para aleviar a conversa que se apresentava tensa e que, já sabia, tenderia a piorar.
- Precisava de te perguntar se quando bloqueamos alguém no msn, a pessoa se apercebe. Não és tu que tens a maioria dos teus contactos bloqueados? - respondeu-me com ironia.
Sim, era verdade, eu tinha a maioria dos contactos bloqueados por várias razões: conseguia trabalhar melhor sem que, de vez em quando, me surgisse uma caixa a dizer "olá" ou "o que fazes", "não dizes nada e já aí estás há tempo"; não estava permanentemente a ver as caixinhas de aviso de entrada a aparecerem sempre que alguém entrava; não queria mesmo falar com algumas pessoas que não me eram muito agradáveis. Fiquei apenas com os contactos on line das pessoas com quem quero conversar, as outras vêem-me off.
- Ah, não, só te vêem como se estivesses off line, não se apercebem que as bloqueaste. Já percebi, vais-me bloquear, portanto - disse eu a rir
- Não - resmungou ele com efectivo mau humor - não é a ti que vou bloquear, mas também já não preciso da informação porque outra pessoa já me explicou. Olha, queres vir beber um copo comigo hoje? - E antes que eu conseguisse dizer o que quer que fosse, ele respondeu - não, já sei, estás com frio e queres ficar em casa.
E ainda há quem diga que eu tenho mau, não mau é pouco, péssimo feitio...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...