sábado, 23 de outubro de 2004

Ontem ofereceram-me flores...

Ontem ofereceram-me um ramo de flores, grande, enorme, lindo, em tons que variavam entre o amarelo e o laranja, com tons rosados. Um ramo de flores encantador, de aspecto harmonioso e delicado, bem cheiroso e aromático. Um afago para os olhos, para o nariz, para a alma e para o coração.
Escusado será dizer que me soube bem recebê-lo. Pela lembrança, pela acção, pela dedicação que, quem o ofereceu, quer demonstrar ser capaz. Foi o segundo.
Sim, já percebi que ele está a dar o seu melhor, na atenção, na demonstração de afecto, de vontades e de desejo. Todos os encontros são marcados pela permanência e continuada exteriorização de afectos: apresentação de um leque variado de razões, de forma que eu interiorize as vantagens de tentarmos algo em conjunto; atitudes de cavalheirismo consciente que cativam; reforço de gestos de afectividade, numa busca de proximidade; repetição da palavra "amor"...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...