terça-feira, 5 de outubro de 2004

O País que temos

Viver em Portugal tem coisas absolutamente deliciosas porque hilariantes. Pensamos e gostamos de dizer que se está bem é no estrangeiro, mas na realidade, Portugal é que está a dar! E digo isso quando percebo que, mais uma vez, o país parou e praticamente não se fala em mais nada do que na Quinta das Celebridades.
Siiiiiimmmmm.... como se não fosse já um espectáculo alucinante, eis que deparamos com um José Castelo Branco (JCB), sobre o qual se teceream comentários de todo o género, que ultrapassa todas as expectativas. O homem é hiper eléctrico, até parece que toma speeds, faz lembrar uma grafonola imparável porque não se cala por um minuto que seja. Ele opina, comenta, corrige, dá conselhos e já colheu as atenções nacionais. Daqui à simpatia e afeição é um passo, até porque é simplesmente simpático, divertido e o sentido de humor assiste-o na perfeição. É verdade que a imagem híbrida e estranha lhe confere o direito de ser excêntrico e exuberante. Além disso, é sincero e espontâneo - ele corre, balanceia as ancas, usa fio dental, maquilha-se, fala com entoação feminina. É corajoso porque não tem medo dos comentários, dos ditos e dos contos que se podem fazer à volta dele.
O homem é o novo "must" nacional - ninguém o percebe, toda a gente fala dele e todos o começam a aceitar. A TVI escolheu bem, desta vez, e enquanto ele estiver na Quinta, vestido de leopardo e desenvolvendo tarefas rurais como se estivesse a caminho de um qualquer local urbano, com certeza que ganha nas audiências.
E a Cinha... que se cuide. As comparações surgem sobretudo por começar a reagir de forma menos positiva à imagem omnipresente do JCB. Espírito competitivo dirão uns... feminino, dirão outros. Tão amigos que nós éramos. A ver vamos quando sairem de lá, o que virão dizer...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...