terça-feira, 21 de setembro de 2004

Promessas

- Promete-me uma coisa - pedia-lhe com um olhar suplicante e uma voz infantil.
- Tudo o que quiseres. É só pedires, os teus desejos são ordens... - respondia-lhe com o sorriso aberto que só os bons malandros conseguem.
- Não me mintas nunca, por mais dura que seja uma verdade, mas não me mintas. Não suporto mais mentiras...
- Não te minto. Prometo - assegurou ele.
E assim ficaram a olhar-se, ela com a certeza que ele lhe mentia, até com esta simples resposta, e ele sabendo que não poderia cumprir a promessa, mas tendo a certeza que ela tentaria acreditar.

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...