terça-feira, 28 de setembro de 2004

Para ti: uma gota da minha alma

Queria dizer-te umas palavras, mas nem sei por onde começar. Também não sei se um dia as lerias, por isso... talvez nem valha a pena mostrar-te uma gota da minha alma e do meu sentir. Ou quem sabe... um dia lês e possamos conversar tranquila e honestamente, protegendo-nos mutuamente das acusações e das cobranças que um dia quisemos fazer, para nos sentirmos mais reconfortados, mas que não alteraram em nada o que senti.
Vês... eu tinha razão. Não fazia sentido ir além do que devia ser. Acabaste por seguir em frente com a vida que sempre tiveste e que queres ter. E eu procurei reencontrar o que pensei ter perdido, mas que na verdade nunca tive. Foi apenas uma visão imaginária, uma ideia e um sonho, que hoje percebo e aceito que nunca se poderia tornar realidade.
Tentei sim, reencontrar emoções e sentimentos, acreditar nas tuas palavras bonitas, re-sentir as tuas carícias e aceitar a ternura que ias demonstrando. Mas fui apenas eu que quis acreditar porque nada aconteceu e resultou apenas em mais uma tentativa de... sei lá eu.
Sim... voltei ao passado, uma e outra vez. E volto todas as noites porque não há uma única que não me lembre e questione. A vida já me devia ter ensinado muita coisa, mas não. Retomo os erros de sempre na tentativa de recuperar o tempo perdido, de reencontrar os sentimentos deixados ao acaso, de forma ténue ou brusca. E o que encontro no final? Nada mais do que a ausência e o vazio. Uma sensação de incompletude, de algo que não foi terminado porque não teve continuidade e nem sequer foi iniciado. Não, desta vez não foste tu o culpado. Fui eu. Ou melhor fomos os dois.
Tu procuras algo que não está em mim e eu, busco, de forma imparável, um sentido e um sentimento, que tu não podes nem me queres dar. Vamos em sentidos diferentes e andamos atrás de linhas imaginárias que não se cruzam, por mais que eu tente ou que tu tenhas tentado, por pouco tempo, demonstrar-me ser possível, com vontade, muito esforço e alguma ousadia.
Mas se estás com receio que eu me prenda a ti e se é essa a razão pela qual te ausentaste, não me contactando mais e desaparecendo ... não te preocupes. Espero verdadeiramente que sejas feliz e que encontres, por fim, o teu caminho e... o "sapato para o teu pé".
Hoje tenho a certeza - e um dia vais dar-me razão - devíamos ter tentado ser apenas amigos. E se o conseguíssemos... teria sido muito bom!!!! Custa-me mais assim. Deixar de te ler e de te falar. Mas o que tem de ser... será... Desta vez... até te perdoo. E se um dia te apetecer conversar, sabes como me contactar...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...