quinta-feira, 30 de setembro de 2004

Não me interpretes mal

Não leias nas minhas palavras promessas que não te fiz.
Não vejas nos meus gestos a entrega que não te posso dar.
Não vivas num dia o que podes viver num ano,
e não queiras ter num ano o que podes recolher numa vida.
Aceita, por favor, que a vida nem sempre nos permite alcançar tudo o que gostaríamos,
e que é melhor vivê-la bem e com tranquilidade do que ansiosa e agitadamente.
Procura um caminho, o teu, construído por ti.
Mas promete-me que, por uma vez, o vais fazer exigindo de ti próprio o que melhor tens.
Vive intensamente as emoções e os momentos,
mas lembra-te que, nem sempre, as emoções fortes nos tornam mais felizes.
E... por favor, não me interpretes mal...

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...