quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Tu

Sinto-te perdido em mim,
esgotado, ausente.
Entregue sem quereres,
consciente de não poderes.
Queres-me e quero-te,
desejamo-nos longa e ternamente,
sem sabermos como ou explicar o porquê.
Não podes e não devo,
mas,
vamo-nos perdendo, encontrando e recriando
momentos partilhados.
Queres-me e negas-me,
negando a ti próprio os sentimentos fortes e inabaláveis.
Recusas a entrega já feita,
foges e evitas-me, resolvendo com a incerteza e a dúvida o mais certo do teu sentir.
E reduzes o risco. Não de te dares a alguém.
Mas de te entregares a mim, sentindo-me entregue também.
Como tantas e tantas vezes aconteceu...
E tu ficas em mim, para sempre. O que não sei se é bom...
ST, Outubro 2003

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...