quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Licor de Jaca

- Lembras-te do magnífico licor de jaca? - perguntavas-me com um sorriso matreiro.
- Hmmm... só de pensar... - e as lembranças de mais uma noite inesquecível inundavam-me o pensamento.
- Aquele que, inexplicavelmente, tinha poderes amnsésicos... fazia com que acordássemos na manhã seguinte com a sensação de nos ter acontecido algo de muito maravilhoso, apesar de não sabermos dizer exactamente o que foi... - rematavas com uma risada aberta
E como eu me lembro ainda. Aquela varanda tranquila e absolutamente inspiradora sobre a baía de Angolares e a floresta do Obô, permitindo que os sentimentos mais puros e verdadeiros fossem exteriorizados e consentidos.
Porque as emoções essas ficam eternizadas na memória de quem as viveu, num mundo onde tudo de bom foi possível. O impossível seria viver com mais intensidade e entrega.
Lisboa, Agosto 2004

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...