domingo, 29 de agosto de 2004

Lembranças da Lua Cheia

Lembras-te do luar na boca do inferno? E de como a lua estava cheia e redondinha, brilhante e colorida? Lembras-te da grande inspiração que nos levou a um ponto no céu, que só os eleitos conseguem alcançar? Lembras-te de termos dançado, ao som de uma música imaginária, passos por nós inventados, num jogo de sedução?
Atingimos um estado pleno de felicidade suprema, que nos chegou através do vento e protegida por fadas, duendes e gnomos...
Lembras-te do que sentimos e do que ouvimos? Todos os anjos, arcanjos e querubins estavam reunidos a brindar ao nosso amor e cantavam cânticos que só nós podíamos escutar.
A conjugação astral foi favorável e, depois de tantos encontros anteriores, vimo-nos com olhos de paixão desenfreada. Tão louca e tão dada... e os deuses festejaram connosco num eterno momento de felicidade conseguida. Para sempre, meu amor. E hoje, a ver a lua cheia, tão diferente daquela noite, lembro-me de ti, para sempre.
Lisboa, Agosto 2004

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...