quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Intimidades

Marcaste-me por uma presença inconstante, mas deliciosamente presente.
Pelo gosto partilhado de estarmos juntos, ternamente aquecidos por um olhar apenas, por um toque de pele e pela fricção dos sentidos.
Marcámo-nos e distinguimo-nos, pela diferença da presença, pela companhia terna, doce, reconfortante e inexplicavelmente calmante.
Foi tudo e nada mais será.
Fomos tudo num breve momento de eternidade.
De tudo tivemos porque tudo merecemos... e porque tudo procurámos.
O prazer reencontrado e partilhado, a angústia da despedida e da perda, da ausência necessária e obrigatoriamente vivida porque forçada.
Contra o desejo. Contra a vontade.
Quis-te e quero-te ainda. Sempre te quererei, sabendo que não posso querer-te. Nem que fosse apenas por mais um milésimo de segundo. Só para aspirar de novo o teu perfume, sentir a maciez aveludada da tua pele e o teu sabor, ao mesmo tempo, doce e picante.
Nunca mais...
ST, 16/05/2003

A escrita e os artefactos

Para quem gosta de escrever uma caneta é a extensão de si próprio e um caderno o seu reflexo. São objectos especiais e, por isso, tratados ...